Tomemos como exemplo uma situação de grande amplitude e que faz parte dos nossos dias, afinal, a mídia tem divulgado exaustivamente e é um item que atinge e interessa a maioria da população – falarmos do setor automotivo brasileiro.

Você certamente tem acompanhado nos noticiários a situação das montadoras de veículos no Brasil.

  • Será a “bolha automotiva” que explodiu?
  • Será que os executivos dessas companhias multinacionais não souberam prever a atual situação?
  • O que será que realmente está acontecendo?

 

EIS ALGUNS DESTAQUES DOS NOTICIÁRIOS OCORRIDOS NAS ÚLTIMAS SEMANAS:

Desde fevereiro, 11 montadoras de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, de um total de 20, anunciaram ações para reduzir a produção, como férias coletivas, suspensão temporária de contratos de trabalho e programa de demissão voluntária (PDV).

Mais uma montadora, a Fiat Automóveis, deu férias de 20 dias a 800 funcionários da fábrica de Betim (MG). É a 11.ª montadora a adotar medida de corte de produção.

O setor acumula estoques para 48 dias de vendas, média mais alta desde novembro de 2008.

Volvo anuncia férias coletivas na fábrica de Curitiba. Era a única entre as oito principais montadoras de caminhões do País que ainda não havia adotado medidas para reduzir a produção

A Mercedes-Benz empresa abriu este mês um programa de demissão voluntária na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) e, segundo seu presidente Philipp Schiemer, 700 funcionários já se inscreveram. O grupo afirma ter excedente de 2 mil trabalhadores, de um total de 12 mil.

Também adoram cortes na produção MAN, Scania, Ford, Iveco, Agrale e International.

Fiat e Volkswagen, duas das maiores fabricantes de automóveis, dispensaram mais 2,2 mil funcionários para adequar a produção à demanda.

No acumulado do ano, as vendas de veículos registram queda de 5,3% em relação ao mesmo período de 2013. As exportações para a Argentina, principal cliente externo do setor, caíram mais de 30%.

A Fiat deu férias coletivas de dez dias para 900 operários em Betim (MG) nesta semana. A empresa já tinha concedido férias por 20 dias a outros 800 funcionários no dia 14.

A fabricante de caminhões Scania, também de São Bernardo, antecipou de junho para 12 maio as férias coletivas de 15 dias para cerca de 3,8 mil trabalhadores.

Pátios cheios podem provocar cortes de funcionários e até queda nos preços para o consumidor.

 

E AQUI VÃO ALGUNS ARGUMENTOS (da mídia e de seus especialistas) PARA A ATUAL SITUAÇÃO:

O mercado não está dando conta de tanta oferta.

O crescimento no mercado de veículos do Brasil entrou em ponto morto, mas é tarde demais para as montadoras pisarem no freio.

Ao mesmo tempo que as vendas domésticas recuam e as exportações despencam, o setor está acrescentando mais de 1 milhão de veículos em nova capacidade em apenas alguns anos, o que deve impactar a lucratividade no quarto maior mercado automotivo do mundo.

Até 2017, as montadoras instaladas no país terão capacidade para montar 6 milhões de veículos ao ano no Brasil, apesar das vendas locais poderem enfrentar dificuldades para ultrapassar a marca de 4 milhões de unidades, dizem analistas, que culpam uma política industrial de ajuda exagerada ao setor e euforia demasiada com mercados emergentes.

 

E A GRANDE PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
“Se é reconhecido que a oferta é maior que a demanda”, ou seja, que se produz muito mais do que se consome, por que as montadoras continuam a produzir e criar novas unidades de montagem no País?

 

QUAL ANALOGIA FAZER COM A SUA EMPRESA?

  • Fica aqui minha recomendação para que você aprenda a PREVER, RECONHECER e SUPERAR uma crise, especialmente se é com relação a oferta e a demanda;
  • As finanças das empresas estão intimamente conectadas a tudo que acontece dentro e fora dela, retração e aumento de vendas, oscilações nos custos de produção ou de comercialização, aumento ou redução dos custos fixos, entrada ou saída de sócios, ampliações, enfim, tudo que acontece na sua empresa impacta diretamente nas suas finanças;
  • Todo prejuízo registrado deverá ser compensado por lucros em períodos futuros, ou, terá corroído parte dos lucros acumulados no passado, e, uma questão é certa: compensar os prejuízos demanda muito esforço e muito tempo!

 

E AGORA, ALGUMAS DICAS:

  • Mantenha-se eternamente atento as possíveis mudanças de mercado, dentre elas: novas tendências, novos produtos entrantes, novas empresas que possam concorrer com o seu produto;
  • Saiba reconhecer o que e quem pode interferir na sua demanda de mercado, ou seja, quais aqueles que poderão concorrer com as suas vendas;
  • Procure ter sempre uma reserva para superar fases difíceis – saiba que elas sempre acontecerão – essa reserva deverá ser suficiente para suprir alguns meses de custos fixos, assim, você não necessitará mexer em dois de seu grande e precioso bem, suas reservas e seus funcionários devidamente treinados;
  • Diante da perspectiva de longevidade da situação, encontre opções alternativas para produzir e vender, desvinculando então, a grande dependência por aquele item ou segmento de negócio em crise.

Fique atento!

Sites pesquisados:
http://economia.estadao.com.br/noticias/
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/
http://carros.uol.com.br/noticias

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