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Quem somos?

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Nova terceira idade: Baby Boomers (+ Silenciosos)

Aos poucos vamos nos despedindo da Geração Silenciosa, que alguns anos atrás ainda representava a maior fatia da terceira idade e que agora dá lugar à sua geração sucessora: os Baby Boomers. Filhos do mundo pós-guerra, os Boomers ganharam este nome por serem uma geração de muitos nascimentos em um curto período de tempo. O contexto no qual cresceram era de uma sociedade que se recuperava das sequelas deixadas pela Segunda Guerra Mundial e se reestruturava enquanto civilização. Por isso, apesar de terem vivenciado sua juventude em um período próspero, os Boomers acreditavam que a melhor forma de manter tal estabilidade era formando famílias com estruturas sólidas e fazendo carreira no meio empresarial. Embora tenham crescido em um contexto totalmente analógico, no momento costumam ser bastante fascinados pelas redes sociais e plataformas digitais de comunicação em geral.

Nova meia-idade: Geração X

A Geração X agora sai do posto adulto central e se direciona a um estágio de maturidade. Nascidos entre a segunda metade da década de 60 e o final dos anos 70, este grupo já alcança a casa dos seus 40 e 50 anos. A Geração X é considerada a última geração a viver uma infância “totalmente analógica”, sem acesso a computadores ou internet, mas presenciou os primeiros anos da televisão durante a juventude – sua grande fonte de referências e influência na época. Por serem majoritariamente filhos de Baby Boomers, algumas características da geração se assemelham às dos pais, como por exemplo a busca por estabilidade financeira e respeito a hierarquias. No entanto, as tensões políticas experienciadas na sua juventude (como a Guerra Fria no mundo, e a ditadura civil-militar no Brasil)  os tornou menos otimistas e mais competitivos. É a Geração X, inclusive, que representa grande parte dos empresários brasileiros atualmente, abrindo seus próprios negócios ou mesmo startups – segundo a Fiesp, 38% das startups brasileiras são de pessoas com mais de 45 anos.

Novos adultos: Millennials

A Geração Y, Geração do Milênio ou, como são mais conhecidos, os Millennials, começam a sair do grupo de jovens adultos e a ocupar o lugar de “adultos para valer”. Isto porque essa geração nasceu entre os anos 80 e a primeira metade dos anos 90, atualmente atingindo a faixa dos 30 anos. Os Millennials cresceram junto à popularização dos computadores domésticos e do acesso à internet, vivenciando sua juventude no período de transição do mundo analógico para digital. Também viveram os primeiros anos do mundo pós Guerra Fria, considerado de maior prosperidade material e estabilidade política se comparado a períodos anteriores. Estes, aliás, são alguns dos fatores que impulsionaram algumas mudanças comportamentais, como por exemplo um maior desinteresse (ou adiamento) de “rituais tradicionais da vida adulta”, como casamentos, filhos, casa própria e carreira sólida. Representando atualmente a maior parte ativa no mercado de trabalho (junto à Geração X), os Millennials tendem a ser mais imediatistas e a dar prioridade aos seus interesses pessoais antes de atender a “protocolos sociais”.

Nova juventude: Geração Z

A geração Z finalmente está chegando na maioridade e se tornando o grupo de jovens adultos da população. Formada por pessoas nascidas entre o final dos anos 90 até meados de 2010, este grupo geracional surgiu no auge da popularização da internet e por isso também é considerado um grupo de “nativos digitais”. A estreita relação com a internet, aliás, é um dos fatores que contribui para que a geração Z seja considerada mais tolerante e flexível com diferenças culturais (se comparada às gerações anteriores), uma vez que cresceu transitando por diversas comunidades digitais e não tem o hábito de se restringir a fazer parte de um único grupo. No entanto, o excesso de informações e ferramentas de comunicação prejudica a sua capacidade de atenção e estimula a sua impaciência.

Nova infância: Geração Alfa

Majoritariamente filhos de Millennials (ou Geração Y), a Geração Alpha representa a atual população infantil e infanto-juvenil do mundo, abrangendo os nascidos em meados de 2010 até os dias de hoje. Esta é a primeira geração completamente nascida no século XXI, sendo mais uma geração de “nativos digitais” – isto é, são pessoas que não veem mais os dispositivos digitais como ferramentas extras (e mágicas), mas como recursos cotidianos essenciais (e triviais). Embora consideradas muito inteligentes, essas crianças vivem atualmente em um mundo de excessos de estímulos, e por isso tendem a ter mais dificuldades de foco e concentração. Também por predominantemente comporem núcleos familiares mais reduzidos, a aposta é que os Alfas valorizem muito mais as experiências do que os objetos e bens materiais.