2.5.5 Novas mulheres, novos homens

Presente na última edição do Guia de Tendências do SEBRAE, esta tendência continua a crescer. Notando o desgaste do público com estereótipos datados sobre o que significa ser masculino ou feminino, o mercado tem modificado o modo como representa homens e mulheres em suas publicidades, além da forma como se comunica com os mesmos através dos produtos, serviços e atendimento. Os tópicos de “saúde mental masculina”, “masculinidade tóxica” e “paternidade” tem sido alguns dos grandes destaques recentes. No entanto, a crise econômica gerada pela pandemia também voltou a escancarar desigualdades entre os gêneros, evidenciando uma desvalorização ainda muito significativa sobre a mulher em alguns setores do mercado.


Insights

Para refletir:

  • Se o seu negócio já possui um time de funcionários, como está o equilíbrio da presença entre homens e mulheres?
  • O que você pode propor para estimular um ambiente mais seguro, respeitoso e acolhedor para ambos grupos?
  • Como você pode prover políticas de segurança e prevenção de abusos para suas colaboradoras?
  • Que ações ou projetos podem contribuir para o desenvolvimento de uma cultura interna mais igualitária na sua empresa?
  • Na comunicação e materiais de publicidade do seu negócio, como são retratados os papeis masculinos e femininos? São percebidos pelo público como representações respeitosas e realistas, ou estereotipadas e datadas?

Vale a pena pesquisar sobre:


Dados:

  • Segundo relatório publicado pelo Spotify, enquanto por muito tempo a palavra “gamer” foi sinônimo para homens jovens, em 2019 foi constatado que 44% do total de jogadores globais do Spotify Free eram mulheres.
    Fonte: CoolHow; Fonte mencionada: Spotify
  • A edição de Tóquio dos Jogos Olímpicos foi a primeira, em toda a história da competição, a contar com representantes femininas em todos os esportes. As 200 nações participantes somaram 11 mil atletas, dos quais 49% eram mulheres. 
    Fonte: CoolHow
  • Levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial em 2021 revelou que o Brasil despencou no ranking global de igualdade entre gêneros, estando em  93º lugar entre 156 nações. A perda é de 26 posições em relação ao de 2006, quando estava em 67º.
    Fonte: Folha de S. Paulo; Fonte mencionada: World Economic Forum
  • A 15ª edição do Relatório de Desigualdade Econômica de Gênero 2021, divulgada em março de 2021 pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), constatou que a pandemia atrasou em 36 anos a igualdade de gênero no mundo. A nova projeção, agora, é de que a paridade seja atingida daqui a 135,6 anos.
    Fonte: Época; Fonte mencionada: World Economic Forum