Na última década, a Grécia gastou bem mais do que podia e pediu empréstimos volumosos para financiar suas despesas. O resultado é que o país ficou refém da crescente dívida. Nesse período, os gastos públicos dispararam, com os salários do funcionalismo praticamente dobrando.

A arrecadação do governo não acompanhou o ritmo, com evasão de impostos. A dívida grega supera, em muito, o limite de 60% do PIB prometido para fazer parte do euro. Atualmente, a Grécia deve um total de € 320 bilhões. A origem da atual crise se deu há dez anos, quando foi revelado por autoridades da Europa que o país havia maquiado suas contas para conseguir entrar na zona do euro.

Os gregos rejeitaram as condições impostas pelos parceiros europeus para conceder novos empréstimos ao país. O país também deixou de pagar uma parcela de € 1,6 bilhão de euros devida ao FMI (Fundo Monetário Internacional), que venceu no dia 30 de junho. No mesmo dia, também expirou o programa europeu de ajuda ao país.

Com isso, são cada vez maiores as chances de a Grécia se tornar o primeiro país a abandonar o euro – a moeda comum da Europa adotada por 19 países da União Europeia (UE). Nem os gregos nem o resto da Europa querem a saída do país da zona do euro, pois isso teria efeitos ruins para todos.

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Para a Grécia, esse resultado pode gerar ainda mais crise e desemprego, uma vez que a desconfiança do mundo em relação ao país deve disparar, terminando de “secar” todas as linhas de financiamento internacional.

Desde 2010, a Grécia vem recebendo ajuda financeira da chamada “troika” – a Comunidade Europeia, o FMI e o Banco Central Europeu. O país já recebeu mais de € 140 bilhões dessas entidades.
Uma nova parcela da ajuda, de € 1,8 bilhão, estava programada para o final de junho. Mas a liberação dos recursos estava condicionada à adoção, pela Grécia, de mais medidas de austeridade – entre elas, o aumento de impostos e o corte nas aposentadorias.

Abaixo alguns dos possíveis cenários caso a Grécia saia da Zona do Euro:

1) Os credores podem ficar sem dinheiro para emprestar

2) Países em crise podem seguir o caminho da Grécia

3) Grécia pode se beneficiar com o controle da moeda

4) Os bancos podem fechar por mais tempo para não quebrar

 

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