Ao iniciar um novo negócio o empreender normalmente se depara com o dilema: ter ou ter um sócio?

Vamos pensar: “por que as pessoas buscam um sócio para sua ideia de negócio e para sua vida empresarial? ”.

Para um empreendedor iniciático, muitas vezes o sócio representa segurança e um ombro amigo para chorar caso o negócio venha a passar por dificuldades. Mas o sócio entra na vida do empreendedor por outros motivos tais como:

  • O sócio é fonte de recurso financeiro para o início das atividades da empresa;
  • O sócio possui vasto conhecimento técnico ou de mercado que é essencial para o negócio;
  • A pessoa (futuro sócio) participou desde o início da concepção do negócio e então se sente parte do negócio, mesmo contribuindo somente com ideias.

Sociedade é coisa séria! Especialistas recomendam fazer sociedade somente em última instancia, pois, sociedade é um casamento.

Para cada situação acima, existem outras soluções que não necessariamente sejam resolvidas por meio de um sócio. Se o empreendedor necessita de recursos financeiros, pode recorrer a uma instituição de crédito, por mais abusivos que os juros e taxas sejam um dia termina (sociedade pode durar para sempre), conhecimento técnico o empreendedor por contratar, terceirizar ou até mesmo aprender e uma pessoa que contribuiu somente com ideias não precisa se tornar um sócio, pois ideia por si só, não garante o sucesso do negócio, é preciso ter coragem e iniciativa que somente o empreendedor possui.

Mas então, quando uma sociedade vale a pena?

Como eu disse acima, sociedade é um casamento, um sócio tem que complementar o outro. O modelo ideal de sociedade é quando este sócio é um sócio-capitalista, ou seja, um investidor externo (business Angel), este entra com recurso, mas não trabalha junto na empresa, as decisões continuam com o empreendedor.

Uma situação que justifique uma sociedade é quando houver uma carência que o empreendedor não possa cobrir por si mesmo ou terceirizando. Talvez o empreendedor precise de alguém com experiência no setor de atividade que vai empreender e no qual não possui nenhuma experiência.

Ainda, se o futuro empreendedor, reconhece que não possui as características comportamentais de um empreendedor (ex.: persistência, alto-estima elevada, rede de contatos, entusiasmo em correr riscos, etc.), é importante recorrer a um sócio com tais características.

E por final, há uma situação na qual é importante ter um sócio. Trata-se do caso em que o empreendedor, devido a uma doença ou à idade precisa de alguém que conduza o barco durante sua ausência temporária ou definitiva.

Mas lembre-se, assim como o casamento, uma sociedade saudável é produtiva quando, com antecedência, se combina a regra do jogo, principalmente como se vai sair dele. Recomenda-se combinar estas regras antes de iniciar a sociedade, quando as coisas estão favoráveis e o cenário positivo. Pois quando, e, se houver alguma turbulência, estas já foram feitas anteriormente num momento de calmaria.

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