A forte alta do dólar teve influência da piora da perspectiva para a crise grega, com o País relutando em renegociar sua dívida com os credores, mas também reflete ainda os dados de emprego nos Estados Unidos divulgados recentemente. Além disso, é efeito dos racionamentos de energia e água no Brasil e também da Operação Lava Jato.

O resultado seria mais histórico ainda, no entanto a cotação do dólar fechou a R$ 2,779, em vez dos R$ 2,799 no pico da sessão de ontem. O auge foi impulsionado pela aversão ao risco, que foi dissipado no decorrer do dia. Mesmo assim, é o maior valor desde 9 de dezembro de 2004, quando chegou a R$ 2,780.

O dólar comercial, usado em transações no comércio exterior, fechou estável em R$ 2,778, após alcançar a máxima de R$ 2,798. Também é o maior patamar desde 9 de dezembro de 2004, quando encerrou a R$ 2,781.

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A consequência disso é o desestimulo à importação e gastos no exterior. Apesar do maior custo para investimentos internos, reduz o custo a investidores internacionais.

Ao mesmo tempo em que o dólar mais caro aumenta a competitividade da indústria, a possível alta nos juros dos Estados Unidos e incertezas na Europa e China, impactam negativamente na balança comercial brasileira, grande exportadora de commodities.

O Real em queda aumenta o poder de competição dos produtos brasileiros externamente e dá munição às indústrias no mercado interno, em que os produtos importados vêm ganhando espaço.

Este é um ano, sem dúvida, de muitas incertezas!

 

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