Compreender as emoções e a maneira como elas afetam as nossas decisões, relacionamentos, resultados, reações e saúde é algo perseguido por muitos estudiosos, psicólogos e leigos. Conseguir ter consciência e clareza das nossas emoções é essencial para melhorar a nossa vida.

Você já deve ter observado o quanto a carência de autoconhecimento impede que os relacionamentos produtivos sejam construídos, além de dificultar a definição de objetivos realizáveis para o empreendedor.

Segundo o cientista norte-americano Richard J. Davidson, são seis as dimensões que caracterizam o nosso estilo emocional.

  1. Resiliência – qual o tempo que você leva para se recuperar de uma adversidade.
  2. Cuidado ou vigilância (outlook, no original em inglês) – quanto tempo você consegue sustentar emoções positivas ou manter o alto nível de energia e engajamento mesmo quando as coisas não vão bem.
  3. Intuição social – o quanto você consegue captar os sinais sociais das pessoas ao seu redor.
  4. Autoconsciência – o quanto você consegue perceber as sensações corporais que refletem as suas emoções.
  5. Sensibilidade com o contexto – o quão bom você é em adequar as suas respostas emocionais levando em conta o contexto em que está inserido.
  6. Atenção – quão preciso e claro é o seu foco ou consegue manter o foco mesmo quando aparecem outras atrações ou distrações.

O “estilo emocional é o nosso jeito consistente de responder às situações e experiências que ocorrem na nossa vida” e é governado por circuitos cerebrais específicos e identificáveis e pode ser mensurado, usando métodos de laboratório.  E, sem dúvida, o estilo emocional influencia as nossas características pessoais e o nosso humor.

Você, certamente, assim como eu, já foi caracterizado por adjetivos como “impulsivo”, “paciente” ou “ansioso”, não foi?  Olha só como as dimensões do estilo emocional funcionam quando combinadas e o que elas geram:

  • A falta de foco de atenção mais o baixo nível de autoconsciência geram impulsividade.
  • O alto nível de autoconsciência e a alta sensibilidade com o contexto geram indivíduos pacientes.  Ter consciência de que quando o contexto muda outras coisas mudarão também ajuda a desenvolver a paciência.
  • A baixa capacidade de recuperação das adversidades e a baixa sensibilidade com o contexto geram timidez. Neste caso, a timidez e a cautela se estendem além do nível no qual elas podem ser consideradas normais.
  • A baixa capacidade de recuperação das adversidades com a vigilância negativa (baixa capacidade de manter-se otimista), e ter alto nível de autoconsciência (sentir os sinais das emoções) e não ter foco ou atenção geram ansiedade.
  • A baixa capacidade de recuperação, junto com a vigilância positiva, faz surgir o otimista.
  • A baixa capacidade de recuperação e a vigilância negativa resultam na pessoa que não pode sustentar emoções positivas e se vê atolada em pessimismo depois dos reveses. É o infeliz crônico.

O legal é saber que a ciência já descobriu e provou que podemos, se quisermos, mudar o nosso estilo emocional com práticas diárias de exercícios que moldam os nossos circuitos cerebrais para novos comportamentos.

Em próximos posts falaremos um pouco mais sobre como mudar o seu cérebro e, portanto, o seu estilo emocional.

 

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