Cada brasileiro, nesses últimos dias, tem se perguntado o motivo de tanta generosidade do Governo brasileiro com Cuba!

Há alguns dias atrás, a presidente Dilma Rousseff inaugurou em Cuba o Porto de Mariel, reformado em sua maior parte com dinheiro brasileiro. Com isso, continua dando suporte econômico e político à Família Castro.

Na tentativa de justificarem ao público brasileiro o empréstimo de 682 milhões de dólares do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao porto de Cuba, o Governo apresenta uma lista pronta de argumentos. Nenhum explica a razão da confidencialidade do acordo entre governos.

Uma das condições do empréstimo concedido pelo BNDES é que a ditadura só poderia gastá-lo na compra de bens e serviços brasileiros. Os capacetes de proteção, o cimento e até um carro Gol foram levados do Brasil. A maior       parte das exportações foram serviços.

Os projetos de engenharia, por exemplo, foram traçados por escritórios brasileiros. Dos 233 milhões de dólares exportados para a ilha no ano passado para atender à obra, 201 milhões de dólares foram em serviços. O governo diz que 156.000 empregos foram gerados no Brasil.

Tudo muito bonito, não fosse o alto risco de calote. O Brasil aceitou conceder o empréstimo ancorado em garantia soberana, balizada pelos bancos centrais. Essa modalidade é segura quando há um mecanismo de compensação de exportações entre os países, o que não ocorre com Cuba.

O argumento do governo federal de que a modernização do porto caribenho ajudou a economia brasileira não se sustenta no campo do pensamento lógico. Se investir em uma ilha do Caribe submetida há mais de meio século a uma ditadura comunista tem efeito positivo na economia no Brasil, imagine, então, os ganhos se o dinheiro do contribuinte brasileiro tivesse sido investido diretamente na melhoria dos atulhados e obsoletos portos do Brasil. Pior ainda é explicar os motivos reais da generosidade na reforma do Porto de Mariel. O que a indigente economia cubana tem para exportar que justifica o investimento brasileiro? Nada. O Porto de Mariel ficou mundialmente conhecido em 1980 pela exportação em massa de… gente. Em apenas duas semanas cerca de 125 000 cubanos escaparam da ditadura, que, pressionada pela miséria, suspendeu a proibição de abandonar o país. O episódio ficou conhecido como o Êxodo de Mariel.

Na impossibilidade de justificar o empréstimo a Cuba, a saída para o governo brasileiro foi classificá-lo como “secreto”. Os detalhes do projeto, portanto, só poderão ser conhecidos em 2027, dois anos antes do prazo final para Cuba quitar a dívida.

 Nem o Congresso Nacional tem acesso aos termos dessas transações. Dessa forma, até que esse conteúdo seja exposto à luz do sol, os brasileiros têm todo o direito de desconfiar das intenções desses projetos.

E assim, seguimos na BR 277 com filas kilométricas de caminhões nos acostamentos aguardando a desova dos grãos no Porto de Paranaguá, estradas e mais estradas esburacadas cortam nosso País, faltam caminhões para o transporte da Safra, não temos ferrovias suficientes, etc.!

 

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