Algum tempo atrás, escutei um cientista comentar que comprovar uma nova teoria física era como se fosse construir um prédio ao inverso, ou seja, a teoria seria o teto do edifício e, a cada avanço nas pesquisas, era um alicerce desse prédio que estava sendo colocado, para que, ao final, com a teoria comprovada, teria o edifício construído.

Achei interessante essa discussão porque remeteu ao que estamos fazendo no Brasil em relação ao tema garantias de crédito para os pequenos negócios. Desde 2005, o SEBRAE trouxe para o País o debate sobre o tema Sociedades de Garantia de Crédito, conhecidas como SGC.

Sucesso absoluto nos países europeus, principalmente na Itália, país que nos serviu, serve e certamente ainda servirá de muita inspiração, onde esse sistema está implantado há mais de 45 anos. Os CONFIDIS, como são conhecidos por lá, são exemplos de sucesso para o fortalecimento dos pequenos negócios italianos.

Na época que o Sistema SEBRAE iniciou a discussão no nosso País sobre o tema, era só uma teoria, que funcionava em outros países, inclusive em países da América do Sul, mas que, no Brasil, era uma só uma ideia que, por diversos fatores, poderia não ser exitosa.

Com o desafio lançado em todo o Brasil, por meio de muito esforço e transpiração, buscou-se a inspiração necessária para emplacar o modelo no nosso País que possui um sistema financeiro robusto, forte, protegido e não muito simpático a grandes inovações em função de riscos que porventura possam estar envolvidos.

As entidades empresariais, graças ao Sistema FACIAP – Federação das Associações Comerciais e Empresariais, prontamente aceitaram o desafio de constituir um sistema de garantia para às micro e pequenas empresas do nosso Estado. Começava então a construção de um dos pilares de sustentação das Sociedades de Garantia de Crédito.

Mas ainda precisávamos de outro pilar, que era a parceria com as instituições financeiras, no aceite das cartas de garantia e a criação de linhas de crédito. Nesse momento, no Paraná especificamente, contamos com a participação de uma grande instituição financeira parceira que foi a Cooperativa de Crédito SICOOB, instituição preocupada em fortalecer o desenvolvimento local e proporcionar a inclusão financeira de pessoas físicas e jurídicas na sua região de atuação. Logo após, as Sociedades de Garantia de Crédito receberam apoio do BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul e da FOMENTO PR – Agência de Fomento do Paraná.

Atualmente, as SGC paranaenses possuem convênio com essas três instituições financeiras e, em breve, a CAIXA Econômica Federal também estará participando desse processo. Com a entrada dessas instituições, pudemos então construir mais um pilar de apoio às Sociedades de Garantia de Crédito.

Com esses dois grandes pilares estruturados, as três SGC que estão em operação, e mais duas em processo de implementação, puderam buscar as melhores condições de acesso ao crédito para as micro e pequenas empresas de suas respectivas regiões.

Bem como a teoria dos cientistas, as nossas SGC conseguiram finalmente se firmar em uma base sólida, e os resultados alcançados com as SGC no Estado são extremamente animadores, onde após um ano de operação mais efetiva proporcionaram o acesso dos pequenos negócios à quase R$ 16 milhões em crédito com condições melhores que o mercado oferece. E com um grande diferencial, que é a orientação e assessoria que a empresa recebe.

Além da possibilidade de acesso a melhores condições de crédito, outra atuação das SGC que merece destaque é o acompanhamento às empresas impossibilitadas de obter o recurso. Vejamos, em um processo normal, um pequeno negócio encaminha sua solicitação de financiamento ao banco e, após análise da instituição, recebe um NÃO como resposta ao seu pedido de crédito, ou então a famosa frase “CRÉDITO NEGADO”. Após isso, qual o caminho a ser percorrido por essa empresa? Tentar conseguir recurso em outro banco? Pagar juros mais caros em outros meios de financiamento? Mas será mesmo o momento de buscar recursos externos para cobrir “furos” em seu caixa? Nesse momento importante de decisão, as SGC, em parceria com o SEBRAE, acompanham essa empresa para que façam uma melhoria no seu processo de gestão para posteriormente, se for o caso, obter êxito na busca do recurso.

Mas, sem dúvida, o melhor resultado que as SGC estão apresentando, são os valores que as empresas associadas estão deixando de pagar em juros aos bancos. E são números extraordinários, pois em todo o estado do Paraná as empresas que buscaram financiamento com a garantia das Sociedades de Garantia de Crédito, economizaram aproximadamente R$ 6 milhões em juros. Esses recursos estão nos caixas dessas empresas para serem reinvestidos no próprio negócio, seja na ampliação da sua capacidade produtiva ou até mesmo na contratação de novos colaboradores, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da região de sua atuação.

Então, você empresário, por que não está associado a uma Sociedade de Garantia de Crédito?

Quer saber mais sobre Sociedades de Garantia de Crédito? Acesse: http://www.sociedadegarantiacredito.com.br/

Onde sua empresa está sediada?

Por Flávio Locatelli

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