Sou de uma geração que a maioria dos pais das famílias pobres queria que seus filhos fizessem o SENAI para que aprendessem uma profissão e depois conseguissem um emprego na indústria.

Outro emprego que era bem percebido pelos pais era o Banco do Brasil, aliás, passar num concurso do SENAI e do Banco Brasil, era sinal de sucesso na vida. Se o adolescente passasse no vestibulinho do SENAI e depois passasse no concurso da Petrobrás, era sinal de futuro garantido em função da “estabilidade” no emprego.  O jovem que se tornasse professor era o orgulho da família.

Embora o serviço público não pagasse muito bem, este era outro emprego muito procurado em função da tal estabilidade, seja através de concurso ou indicação de algum político.

Já os pais das famílias de classe média, sempre sonharam com seus filhos trabalhando em grandes empresas. O símbolo do sucesso era trabalhar na Petrobrás, numa multinacional ou similar, isto dava status e demonstrava evolução do poder econômico da família.
Os jovens da classe alta eram enviados para estudar em escolas no exterior para que ao voltar assumissem funções de lideranças nas empresas de suas famílias ou conduzissem seus próprios negócios.

Receba conteúdos exclusivos do Sebrae direto no seu email.

 

Com o passar do tempo, com a automação bancaria e o achatamento salarial nesta carreira e na de professor, estas profissões deixaram de ser tão atraentes.
Com o advento das discussões econômicas em função do tamanho e função do Estado os concursos diminuíram, mas o que não mudou muito foram às buscas por concursos públicos, apesar de termos mais pessoas gerando seus empregos, a preocupação com a estabilidade e a garantia do mesmo ainda é muito presente na vida do brasileiro. Veja por exemplo, os últimos concursos da Caixa Econômica Federal, que atraíram mais de um milhão de candidatos, para vagas que ainda nem existem e mais de dezenove mil candidatos para nove vagas de nível superior. Já o Tribunal de Justiça do Paraná teve mais de sessenta e cinco mil inscritos para cento e sessenta vagas de técnico do judiciário, e na sua grande maioria jovens com cursos de nível superior.
Apesar da última pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) apontar que 71% dos empreendedores entrevistados abriram seus negócios porque observaram oportunidades e citar que “ter o próprio negócio é um dos principais sonhos do brasileiro” e que “fazer carreira numa empresa vem na oitava colocação”, o que percebemos é que os concursos públicos continuam a fazer parte da rotina do brasileiro.

Sem dúvida que melhorar os serviços públicos através da inovação e Políticas que incentivem o empreendedorismo são fundamentais para a sociedade, mas cada vez mais fica demonstrada que a EDUCAÇÃO que liberta o indivíduo é que fará a diferença.

Só assim teremos mais empresas da chamada economia criativa e startups que automatizem e inovem processos nos serviços públicos e gerem renda e mais valor agregado para a sociedade.

Este conteúdo foi útil para você?
Sim0
Não0

Este conteúdo foi útil para você?
Sim0
Não0

Ei!? O que você achou deste conteúdo?
Compartilhe sua experiência

O seu endereço de e-mail não será publicado.
Todos os campos são obrigatórios.




Privacy Preference Center

Diminuir ou aumentar fonte
Contrast