Dias desses, fui para o Acre. Não, não fui para capital Rio Branco, apesar de ter passado por lá e conhecido o percurso que liga o aeroporto a um hotel no centro da cidade. Meu destino foi Cruzeiro do Sul, a 700 quilômetros da capital, quase divisa com o Peru, no meio da Amazônia.

O percurso entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul, feito por avião da Gol, foi um momento de expectativa. Um momento para confirmar minhas fantasias sobre queimadas na floresta, campos imensos de desmatamento e, quem sabe, conseguir ver alguma tribo indígena no ‘coração’ da Amazônia. Durante toda a viagem mantive minha atenção na janela minúscula do avião e o que vi foram florestas, florestas e florestas, entrecortadas por curvas sinuosas de alguns rios, que não faço ideia de seus nomes.

É impressionante a grandeza de nosso País e a distorção de nossa visão do que é o Brasil.

Se no Rio de Janeiro, no aeroporto Santos Dumont, a pista de pouso é uma continuação do mar, em Cruzeiro do Sul, é a floresta, um grande tapete verde. Parece que se o avião cair, ele cai no macio das copas das imensas árvores e nada vai acontecer.

Nessa cidade, a primeira surpresa foi o aeroporto. Para quem esperava encontrar um lugar feio e sem estrutura, a construção moderna e praticamente nova foi um choque (positivo, é claro).

Para um lugar que, até dois anos atrás, a única forma de chegar eram os barcos e os voos precários e escassos, agora a cidade é acessada por estrada. Isso está fazendo toda a diferença no desenvolvimento e no espírito empreendedor das pessoas. A cidade está crescendo na vertical, dizem os seus cidadãos.  Aliás, tive a satisfação de ser acompanhada pelo Rangel, um motorista muito bem-educado que estuda pedagogia na universidade federal instalada na cidade. Para todas as perguntas que eu fazia ao Rangel sobre as condições da cidade, ele era categórico em afirmar “isso… aqui funciona muito bem” ou “isso… aqui é o melhor do Brasil” ou “sim… isso… temos aqui”. Excesso de autoconfiança ou orgulho de ser um cidadão desse lugar? O fato é que ele me deixou muito bem impressionada: com o seu otimismo e com as condições empreendedoras que a cidade oferece.

A construção civil está se desenvolvendo tanto quanto no resto do Brasil, mas não é só isso. Muitas outras oportunidades existem e são incentivadas pelas políticas públicas. Por exemplo, a indústria moveleira, que já exporta seus produtos. A indústria pesqueira, que também já exporta seus produtos industrializados para Ásia. A indústria agroalimentar, com sua famosa farinha de mandioca, que conforme o Rangel, é a melhor do Brasil. Experimentei, é excelente!

Em lugares como esses, podemos constatar que, mesmo com um vergonhoso crescimento do PIB em 2012, de 0,9%, as condições do ambiente socioeconômico, oferecidas por políticas públicas apropriadas, favorecem o surgimento de empreendedores. E, em última análise (ou primeira), são eles que promovem o desenvolvimento do País.

Quer oportunidade de negócio? Que tal pensar em voar aos recantos mais distantes do Brasil?

Por Rosângela Angonese

Receba conteúdos exclusivos do Sebrae direto no seu email.

 

Este conteúdo foi útil para você?
Sim0
Não0

Este conteúdo foi útil para você?
Sim0
Não0

Ei!? O que você achou deste conteúdo?
Compartilhe sua experiência

O seu endereço de e-mail não será publicado.
Todos os campos são obrigatórios.




Privacy Preference Center

Diminuir ou aumentar fonte
Contrast