Não, não é um post sobre gestão ambiental, mas poderia ser.
Na verdade, o tema é indicadores de desempenho das pequenas empresas. Nesta semana tivemos a Semana da Pequena Empresa – Um olhar para o futuro.
Num dos dias, o tema central foi: Práticas de excelência em gestão empresarial. Durante as entrevistas que os consultores do SEBRAE fizeram com alguns empresários entre as várias perguntas feitas teve uma que me chamou a atenção que foi:
“Quais são os indicadores de desempenho que no dia a dia vocês mais prestam a atenção, mais monitoram? ”
Cada empresário na sua forma simples de contar falou sobre os diversos indicadores que possui. Indicadores financeiros, indicadores de qualidade do produto e serviço, indicadores de satisfação do cliente, indicadores de satisfação interna dos colaboradores, indicadores operacionais, indicadores de monitoramento da concorrência, monitoramento de processos produtivos, das metas anuais, ou seja, uma floresta de indicadores. Um empreendedor me confidenciou que na empresa dele hoje ele tem um mapa que tem mais de 120 indicadores de esforços e resultados “porque em determinados ramos de atividade o ganho da empresa está nos detalhes” e, portanto, precisa cuidar da árvore. Fui um aluno regular de biologia, portanto não entendo muito destas coisas, mas o empresário me disse que “a raiz de uma árvore contaminada pode contaminar o solo e afetar a floresta toda”, mais ou menos como aquela história de uma laranja podre na caixa e se não for retirada poderá estragar a caixa toda.
Lembrei-me da entrevista que Jack Welch, comandante da General Eletric da década de 80 até o início dos anos 2000, quando lhe perguntaram sobre como dirigir uma empresa como a GE e ele respondeu que a empresa tinha muitos indicadores, mas ele especificamente monitorava três.

  • Indicador relacionado ao fluxo de caixa;
  • Indicador de Satisfação do Cliente;
  • Indicador de Satisfação dos colaboradores.

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Para ele a explicação é simples.

O fluxo de caixa permite saber a situação financeira da empresa com relação ao que tem a receber e ao que tem a pagar. É claro que há desdobramentos deste indicador que lhe permite trabalhar com dois outros indicadores o de vendas e o de custos, já que o de vendas impacta nas contas a receber, sem esquecer de cuidar da inadimplência que também é importante e o de custos influencia no indicador de contas a pagar, rever e controlar custos é fundamental inclusive na política de gestão de estoques de produtos acabados e produtos em processos no caso da indústria.

Por outro lado, o indicador de satisfação do cliente permite que ele também observe os indicadores ligados a vendas, a produtos e inovação destes, bem como se os clientes permanecem ou não adquirindo seus produtos, ou seja, na medida do possível monitora a fidelização do cliente.

No que tange ao indicador de satisfação dos colaboradores, o mesmo, impacta na produtividade da empresa. A produtividade pode ser medida a partir das vendas realizadas, através da venda de novos produtos lançados e está também relacionada ao fluxo financeiro da empresa.

Apesar de Jack Welch olhar para a floresta, ele tinha pessoas para cuidar das árvores. Além disso, hoje um pouco de tecnologia ajuda e muito para facilitar este monitoramento e melhora a qualidade de vida das pessoas. Existem bons fornecedores de tecnologia. Mas não basta monitorar, há necessidade de tomar decisões a partir desta mensuração. Caso este procedimento não aconteça a floresta toda poderá padecer se medidas preventivas não forem tomadas.

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