Nesta semana foi divulgado mais uma vez o ranking dos países no índice global de inovação e em conversa com alguns empresários a pergunta que fica sempre é a mesma. O que acontece com o Brasil?

A pergunta se faz porque nos últimos 4 anos a posição do Brasil não muda significativamente e temos a sensação de estarmos como diz o dito popular “ tomando sopa com garfo”.

Em 2011 o Brasil ocupava 39ª posição no ranking, em 2012 caiu para 58ª, depois em 2013 para 64ª e neste ano a notícia divulgada nos leva a uma pequena melhora para a 61ª posição.

Ao olhar mais detalhadamente percebemos que repetir os esforços já não é suficiente para o país ter o destaque que busca porque os demais países estão avançando de forma mais agressiva.

Quando observamos os investimentos tanto da iniciativa privada quanto do setor público, percebemos que a maior fatia continua sendo a participação do financiamento através do setor público. Percebe-se que embora a lei federal da inovação esteja aprovada desde 2004, ainda não apresenta resultados significativos que mude a participação do país no ranking mundial.

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Neste ano uma das novidades é o investimento nos talentos e Moçambique teve um desempenho melhor do que o brasileiro, uma vez que muitos dos nossos talentos hoje estão sendo apoiados por recursos internacionais e desta forma uma parte do nosso reconhecimento vai para a nação que financia a pesquisa.

 A participação da pequena empresa no sistema de inovação é ainda muito pequena comparada com outros países.  Isto se deve principalmente porque em outros países há sinergia nas iniciativas das empresas, centros de pesquisas e tecnologias e fontes de financiamento, bem como um setor de capital privado investidor em inovação mais denso.

Outro fato que se percebe nas nações melhores posicionadas é que o investimento da inovação está centrado nas atividades essenciais da sociedade, como por exemplo, na saúde, na energia alternativa, na segurança, nos alimentos e assim por diante.

Para finalizar, me recordo da frase de Albert Einstein “Fazer todo dia as mesmas coisas e esperar resultado diferente é a maior prova de insanidade”.

 

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