A tão “glamurosa e misteriosa” inovação chega às empresas. O conceito, muitas vezes associado e confundido com a inovação tecnológica, ganha um espaço cada vez maior e pauta na agenda de empreendedores. Mas, quando pensar em inovação, no que devemos [realmente] pensar?

 

Desenvolver o mindset empresarial não é tarefa fácil. Um recurso cada vez mais escasso [aquele que chamamos de falta de tempo] faz com que empreendedores e empresas pensem menos sobre determinado assunto e decidam mais. Decidir faz parte do nosso dia a dia e não há como fugir disso. Mas, quando falamos em “mindset” [que significa: a maneira de uma pessoa pensar e suas opiniões], é complexo quando se trata de uma empresa, de uma organização. Ainda bem! Saber interpretar as coisas “em nossa volta” – e isso eu incluo informações internas, informações da economia, mercado, etc. – faz parte do processo de inovar. Afinal, para inovar, temos que quebrar paradigmas, ampliar nossa visão [chega de olhar somente para a concorrência local, vamos olhar pra fora!] e mais algumas coisinhas!

 

DEVO REALMENTE ME PREOCUPAR EM INOVAR?

Em maio deste ano, a McKinsey Global Institute publicou um material muito interessante chamado “Connecting Brazil to the world: A path to inclusive growth”.Com base neste material, separei três informações importantes que nos servem como subsídio base para nos atentarmos cada vez mais em inovação:

1)      […] como detentor de ricos recursos naturais, continuará sendo um dos principais exportadores de commodities para os próximos anos.

Tenha o seguinte pensamento: Como posso tornar a minha empresa tão inovadora, a ponto de ser reconhecida internacionalmente? Esse é o ponto! Pensar global, agir local.

 

2)      […] o imperativo de se tornar mais conectado não é apenas uma questão de comércio e finanças, no entanto. O Brasil também precisará mobilizar competências avançadas, conhecimentos, tecnologias, talentos e adotar as melhores práticas seguidas em todo o mundo.

Opa! Quais são as práticas importantes para fazer seu negócio crescer e ser mais sustentável? Enumere tudo aquilo que você acredita que precisa melhorar/mudar. Sonhe alto, sem medo de colocar as metas no papel. Depois, separe por prioridades.

Não se esqueça: As pessoas são papel fundamental nesse processo. Um grande exemplo é a filosofia de William L. McKnight [trabalhou por 60 anos na 3M. Foi contratado como guarda-livros em 1907 e assumiu responsabilidades até se tornar presidente da companhia em 1929 e finalmente, “chairman of the board” de 1949 até 1966]: “Contrate pessoas boas e deixe-os fazer o seu trabalho com suas próprias maneiras e tolere os erros.”

 

3)      […] focar suas políticas públicas em ações que promovam inovação e assim, permitirá que o Brasil oferte produtos e serviços de maior valor agregado, tornando-se uma economia mais diversificada e resiliente.

Quais são os produtos/serviços que você pode inovar e assim, ter maior valor agregado e visibilidade? Por exemplo, este mês a APEX Brasil e MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior] lançaram o Diagnóstico do Design Brasileiro. É importante analisar como o design pode se tornar uma ferramenta indispensável para qualquer empresa e esta, fazer do Business Designuma estratégia para ampliar sua competitividade no cenário atual. O design é uma das práticas internacionais, que, quando bem trabalhado facilita a exportação!

Você sabia? Pesquisas indicam que empresas inovadoras gastam 50% de tempo e recursos a mais com pesquisa do que empresas não inovadoras? Pois é! ;D

 

 STEVE JOBS, O CARA!

Difícil falar de inovação e não falar de Steve Jobs. Ao escrever este post, mudei mil vezes esse título. Pensei: “quero colocar as 3 bases deste post no título”. E ao escrever, fui mudando. Assim é a empresa. Ela vai se modificando de acordo com o mercado, com as tendências, com a economia…inovar é pensar, repensar, mas também é dizer NÃO. Antes de iniciar e escrever, sempre faço uma pequena lista do que eu NÃO quero escrever. Isso faz com que o meu pensamento se limite e se concentre apenas naquilo que quero dizer [e mesmo assim ainda é difícil! Até onde a sua empresa pode ir? Até onde você não quer ir? Para colocar novos produtos no mercado [e fazer com que estes sejam aceitos] há diversas particularidades que desafiam o nosso empreendedor. Mas retirar produtos [seja o motivo que for: falta de venda, existe outro substituto, etc.] também faz parte da inovação. Quando Jobs voltou à Apple, ele reduziu drasticamente o número de produtos que a empresa fez para que cada produto tivesse uma equipe muito boa. Quando Jobs apresentou o iPhone em 2007, ele apontou que, enquanto outros fabricantes de smartphones estavam adicionando recursos e botões, a Apple iria removê-los, tornando o iPhone mais simples, mais clean. “A inovação vem ao dizer não para mil coisas”, disse Jobs.

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Experiência para o cliente: Muitas vezes a inovação não vem no produto ou no serviço em si ofertado. Muitas vezes vem na forma como é ofertado. Criar a experiência para o cliente no ponto de venda é um exemplo. Estes dias estive na loja Loungerie, em Curitiba, e me surpreendi com a “consultoria” que me foi dada. Entrei para conhecer [aquele famoso “estou só olhando, obrigada! ”e sai encantada! E claro, comprei! A compra quando não é por necessidade, deve ser trabalhada. Envolver. E ponto. A Apple sabe envolver muito bem também!

Fugindo de conceitos, inovar é olhar para fora. E olhar para dentro também.

Steve Jobs conclui para a gente: “tenha a coragem de seguir seu coração e intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. ”

Não tem segredo.

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