A copa do mundo acaba no próximo fim de semana, muita gente vai ter saudades, outros vão dizer que até que enfim acabou e quem sabe tenhamos alguns indiferentes. Uns frustrados porque tinham expectativas maiores ou diferentes e outros satisfeitos com os feitos alcançados. Mas sem sombra de dúvida todo este processo foi um grande aprendizado e cabe a nós brasileiros não deixar que algumas coisas se repitam. Que outras sejam abandonadas, e muitas potencializadas.  Vejamos alguns destes aprendizados.

1.      Clareza nos pontos a negociar – A FIFA deste o início sabia o que queria e o que podia negociar. A FIFA tem muito claro o que é real e o que é desejável. Já tinha o plano de concessão, ou seja, tinha definido no que podia ceder e no que não cederiam função do objetivo maior da organização que é organizar e financiar o futebol mundial.

2.      Formalização dos acordos e dos pontos em comum – Registrar o acordo feito é fundamental para que nenhuma das partes se sinta desinformada ou que alguém acredite que esteja comprando um Rolls-royce e acabe recebendo um carro de menor valor.

 3.      Monitore enquanto o acordo estiver em execução – Evitar surpresas desagradáveis é de extrema importância. Observe que a FIFA tinha um cronograma bem definido sobre as fases principais. Em nenhum momento ela se preocupou com outras atividades que não estivessem relacionadas com os estádios. Ou seja, no foco da instituição.

4.      Prometa somente o que pode entregar – Prometer e não entregar é dar um “tiro no próprio pé”, é perder credibilidade perante os seus clientes. É correr o risco de ser considerada como uma organização não séria, não profissional.

5.      Cuidado em levar a vantagem em tudo – Misturar objetivos, pessoais, políticos, sociais, com certeza irá dividir a sua atenção e sua capacidade de gerir e entregar o acordado e pode ser interpretado como uma mentalidade retrógrada, do passado, focada em relações obscuras. A confiança leva tempo para ser conquistada e muito pouco para ser perdida.

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6.     Não confunda negociação como mera convergência de interesses – O que parece ser uma grande oportunidade pode com o passar do tempo se transformar num rompimento de relações. Foi o que pudemos observar com o transcorrer dos preparativos para esta copa. O principal objetivo da FIFA era atender os seus principais parceiros na condução dos negócios relacionados ao Futebol. Os objetivos políticos foram além do futebol e o desejo da sociedade é ter qualidade de vida onde o entretenimento faz parte desta qualidade.

7.      Foco nas suas necessidades – A FIFA em momento algum perdeu o seu foco que era realizar a copa com um nível de qualidade aceitável tanto para as seleções quanto para os seus patrocinadores. O Futebol por si só arrasta multidões, logo garantir que tanto as seleções tivessem seguidores e ao mesmo tempo consumissem os produtos de seus parceiros econômicos sempre foi o eixo de atuação da organização.

8.      Analise os resultados alcançados – Apesar de observarmos que havia cadeiras vazias nos estádios, isto não incomodou a Instituição maior do Futebol Mundial, porque qualquer que seja a seleção campeã os patrocinadores estão felizes, o futebol mobilizou milhões de pessoas no mundo inteiro, por um momento as pessoas esqueceram-se de seus problemas pessoais e se voltaram ao esporte, confraternizaram-se e consumiram produtos.

Dizem que Tiger Woods comentou que “ele tem muita sorte porque ele treina todo dia”.

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