Todos sabem que um dos sistemas mais resistentes a mudanças é o sistema financeiro, não que isso seja ruim, pois sem dúvida, é um dos mercados mais sensíveis a mudanças, frente às incertezas do momento e devido a toda a sua complexidade e impactos que podem causar.

Submetendo-se às regras, tradicionalmente as instituições financeiras também seguiram essa linha de atuação, onde pouco se inova em termos de produtos, ou melhor, em linhas de crédito.

Não fugindo da clássica linha de crédito para capital de giro e investimento, os bancos atendem à demanda das empresas com esses produtos. Variam em nomes, formas de acesso, segmento de atuação, modelo de negócio, mas na essência financiam capital de giro e investimento fixo.

Quando o recurso é para investimento fixo, melhor ainda, pois ao menos possuem algo tangível para financiar, e se for o caso, em vincular o bem financiado como garantia.

Isso funcionava muito bem até o início do processo de inovação nas empresas, onde mais que capital de giro e investimento fixo, as empresas buscam recursos para alocar em desenvolvimento de projeto de novos produtos, contratação de consultoria, desenvolvimento de protótipo, entre outros.

Com essa exigência do mercado, a FINEP – Inovação e Tecnologia, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, lançou em 2013 o INOVACRED – linha de financiamento específica para inovação com foco em empresas já consolidadas e que estejam desenvolvendo novos produtos. Atende também empresas instaladas em Parques Tecnológicos e Incubadoras Tecnológicas, cada qual com a sua especificidade.

O INOVACRED financia P&D, prototipagem, projetos, aquisição de equipamentos, aquisição e adaptação de tecnologia, obras, instalações, matéria-prima para lote pioneiro, treinamento, instalação de planta em escala comercial, dentre outros.

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Além dos itens acima, financia atividades que contribuem para a geração de conhecimento, atividades que utilizam ou aprimoram o conhecimento e atividades que dão suporte à utilização do conhecimento.

A taxa é bem interessante, sendo cobrado somente a TJLP (taxa de juros de longo prazo), atualmente 5% ao ano, e os prazos podem ser em até oito anos com dois anos de carência.

No Estado do Paraná, a linha está sendo muito bem operacionalizada pelo BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. Como garantia, as empresas podem utilizar o FAMPE – Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa e cartas de garantia das SGC – Sociedades de Garantia de Crédito.

Caso queira mais informações sobre o INOVACRED: Acesse: http://www.brde.com.br/brdeinova/

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