Para 2013, previsão foi mantida em 2,5% e a mundial foi de 3,2% para 2,9%.
Estimativa de crescimento dos emergentes é de 5,1% para 2014.

O Fundo Monetário Internacional reduziu a previsão para o crescimento do Brasil em 2014 de 3,2% para 2,5%, segundo o relatório global da instituição, o World Economic Outlook (WEO).

O corte, de 0,8 ponto percentual, foi o maior entre as nações monitoradas pelo fundo.

A previsão de crescimento para a economia mundial caiu de 3,8% para 3,6% e entre os emergentes e em desenvolvimento, o crescimento esperado foi reduzido de 5,5% para 5,1%. A expansão das economias avançadas foi mantida em 2%.

No relatório atual, a queda na expectativa do crescimento do Brasil, em 2014, só foi menor que a da Índia, revisada de 6,2% para 5,1%.

Para este ano, a instituição manteve a previsão de crescimento do Brasil em 2,5%, a mesma do relatório de julho. A Índia novamente foi o país com maior queda na previsão de crescimento, de 5,6% para 3,8%, seguida do México, de 2,9% para 1,2%.

No Brasil, a inflação é apontada pelo FMI entre os principais problemas da economia brasileira porque “reduziu os rendimentos reais e pode pesar sobre o consumo, enquanto as limitações da oferta e da incerteza política podem continuar a restringir a atividade”.

O Fundo recomenda redução dos gastos para lidar com a alta dos preços.

Já a desvalorização do real é apontada como um ponto positivo para a economia brasileira porque deve “melhorar a competitividade externa e compensar parcialmente o impacto negativo do aumento dos rendimentos soberanos”.

Os países emergentes e em desenvolvimento tiveram a expectativa de crescimento reduzida em 0,5 ponto, para 4,5% em 2013. Já as economias avançadas tiveram o crescimento mantido em 1,2% para este ano. No geral, o FMI reduziu a previsão de crescimento mundial de 3,2% para 2,9% em 2013.

Segundo a análise da instituição, o menor crescimento deve se dar por conta do menor ritmo das economias emergentes. “A atividade nas principais economias avançadas começou a acelerar a partir de níveis moderados. Por outro lado, o crescimento da China e muitas outras economias emergentes na Ásia e na América Latina esfriou”, diz o estudo.

O menor crescimento da China deve afetar muitas outras economias, principalmente as exportadoras de commodities, caso do Brasil. A indicação do Fundo é que a China impulsione permanentemente gastos de consumo privado para reequilibrar o crescimento da demanda sem exportações e investimento.

O FMI também aponta as incertezas em relação ao programa de estímulo dos EUA, que gerou um intenso fluxo de capitais para fora das economias emergentes como um fator importante para a redução do ritmo de expansão econômica. O estudo aponta que deve vir dos EUA grande parte do impulso de crescimento.

Segundo o estudo WEO, os principais riscos para o crescimento econômico são: a área do euro pode entrar em estagnação, a recuperação do Japão pode vacilar sem reformas estruturais e planos de consolidação fiscal; o menor investimento e crescimento do produto potencial pode resultar em menor crescimento nos mercados emergentes.

Por Denise Wellner

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