Roberto Carlos já dizia: “Detalhes tão pequenos de nós doisSão coisas muito grandes para esquecer…”. Na semana do dia dos namorados (e também do primeiro jogo do Brasil), cheguei em algumas conclusões tão importantes (e especiais) para um relacionamento saudável entre empresa X cliente. Você sabe quais são?

 

Em conversas com inúmeros empresários, sempre tive a seguinte pergunta para responder: “Como fidelizar o meu cliente? ”. Sendo a competitividade tão ampla, o crescente número de concorrentes, entre outros fatores externos e também internos, saber captar e fidelizar é uma das estratégias de marketing mais requisitadas em consultorias.

Afinal, existe a fórmula do sucesso? Existe como fidelizar, de fato?

Fidelização é diferente de satisfação. Fidelizar é o ato de comprar somente aquele produto, daquela marca. Não importa a circunstância. E nem sempre clientes satisfeitos são fiéis. Comparo o relacionamento da empresa com um casamento: Existe sim, possibilidade de fidelização, desde que, não caia na rotina. O cliente quer novidade, a busca constante daquele “algo diferente”. Melhorar sempre é necessário. Mesma coisa em um relacionamento! Os casais se cansam, muitas vezes. O mesmo perfume, o mesmo corte de cabelo, a mesma camisa passada, frequentar os mesmos lugares (“…a mesma praça, o mesmo banco…”).

Quando não há inovação no relacionamento, a tendência é que os casais se cansem. Por mais que haja amor. O mesmo desafio num relacionamento, de “manter a paixão”, aquele friozinho gostoso na barriga, surpreender, é o desafio das empresas: Surpreender de forma positiva seu cliente.

É fundamental a conversa num relacionamento. Saber alinhar as expectativas com o parceiro (a), descobrir seus sonhos, o que pensa sobre o relacionamento, pontos a melhorar, enfim…manter o diálogo aberto! Da mesma forma, a empresa: conversar com o cliente, procurar entendê-lo, pode gerar demandas que os empresários por estarem “dentro” de seu negócio, não enxergam. Muitas vezes, num relacionamento também é assim. A conversa é fundamental para alinhar expectativas e mais tarde não sofrer.

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A música de Roberto Carlos foi parafraseada para dar um maior contexto, porque no fundo, no fundo mesmo, a diferença sempre estará nos pequenos detalhes! Em ambos relacionamentos. Você cuida de seu cliente? Pensa nos detalhes, de que forma você poderá fazê-lo mais feliz? O que seu cliente pensa de sua empresa? E perceba que, estas frases podem ser adaptadas ao relacionamento: Você cuida de seu amor? Pensa nos detalhes, de que forma você poderá fazê-lo mais feliz? O que sua esposa pensa sobre você?

Eu sempre fui muito romântica e daquelas que apostam no AMOR. Aposto que fazer tudo com intensidade, prestando atenção nos pequenos detalhes, é o que no final faz a maior diferença. Tua empresa, tua equipe coloca esse AMOR no dia a dia?

Infelizmente, algumas empresas já nascem com o intuito puro de ganhar dinheiro. Apenas. Não pensam de que forma podem ser úteis para a sociedade. E infelizmente, enquanto fizerem em busca de dinheiro, de ostentação, de ego e de outros status terrenos, nada andará. Andará e fluirá aquilo que realmente é feito com amor, com o desejo real de ajudar o próximo a melhorar suas condições terrenas. Aquele que só pensa em ganhar, infelizmente perderá. Poucas empresas “se tocaram” disso. Há muitas oportunidades de negócios que podem ser exploradas e o retorno financeiro é apenas uma consequência. Logicamente que, uma empresa existe para lucrar, inclusive este é o conceito de empresa. Mas a sua existência não pode ser somente justificada pela existência do lucro. Afinal, qual é a missão de sua empresa? Qual a proposta de valor?

Percebe como deve ser intenso e profundo esse relacionamento?

Da mesma forma os relacionamentos amorosos!

Gosto muito de ler e estes dias estava lendo duas obras do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Uma obra se chama “Amor Líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos” e a outra obra que li foi “Vida para Consumo”. Bauman possui uma tese em que a nossa sociedade está num patamar de “modernidade líquida” (aliás, conceito que intitula outra obra sua). Ou seja, tudo é instável. É líquido, porque tudo muda. E rapidamente. Conforme sua tese, este caos se instala nas empresas, nos relacionamentos, no dia a dia, nas pessoas. Nada é sólido. Com isso, aumenta o número de endividamento de pessoas físicas e jurídicas, vício por estar conectado 24h em redes sociais, busca incessante pelo consumo hedonista, relacionamentos voláteis e de curto prazo, entre outros sintomas. E sabe, concordo com Bauman. Se entrarmos nessa esfera maluca e busca constante por status, é fácil nos transformarmos em “pessoas líquidas”.

Procuramos refletir nessa semana onde celebramos oficialmente o dia dos namorados.

Minha colega, Mabel Guimarães fala aqui ao meu lado: “Dia dos namorados é todo o dia! ”.  E concordo com ela também! Assim como dia dos namorados é todo o dia, o dia do cliente também deve ser todo dia.

Deixemos então, ambas as relações mais sólidas e menos líquidas.

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