Percebo no dia a dia muitas pessoas que se arrepiam quando escutam a palavra feedback. Esta é cada vez mais é utilizada no cotidiano corporativo, isso porque, cada vez mais os colaboradores buscam saber opiniões de seus colegas ou chefes sobre seus desempenhos e comportamentos. Percebo que o receio acontece, simplesmente por uma falta de orientação de como realizar essa conversa tão delicada.

Tudo que ainda é desconhecido na vida do ser humano gera uma ansiedade. Lidar com a opinião e a reação da outra pessoa é o desconhecido neste caso, e existem alguns detalhes que podem fazer a diferença nessa hora:

  • Elaborar um plano antes de realizar o feedback: este é um item simples, onde se deve resguardar alguns minutos no planejamento antes da conversa. Assim como tudo na vida, o planejamento tornará as coisas mais seguras e menos passíveis de erros. Esse cuidado deve ser tomado, afinal de contas o momento de feedback gera expectativas. É importante listar fatos, juntar evidências, escrever suas percepções, programar horário, local e objetivos. Outro fator importante é listar antes os fatos positivos, depois os negativos e em seguida a percepção individual em relação à pessoa.

 

  • Abordagem específica: não adianta querer passar todas as informações de uma só vez a uma pessoa. É preciso dosar e equilibrar o que é o mais importante para aquele momento.

 

  • Foco em comportamentos: este é um item delicado e que confunde muito quem está dando o feedback, pois é preciso ter bem claro que comportamentos se referem a fatos e não devem envolver juízo de valores. Por exemplo: “olha fulano, eu vi que você se comportou de maneira errada aquele dia, pois você não deu bom dia para ninguém”. As palavras “certo e errado” normalmente representam juízo de valores, pois o que é certo para uma pessoa pode não ser para outra. Seria interessante abordar a mesma questão da forma diferente, como: “olha fulano, aquele dia você não deu bom dia para ninguém, e isso gerou uma situação assim, assim e assada”. Desta forma, o objetivo será alcançado sem a exposição dos valores pessoais de quem está dando este feedback. Além disso, essa forma de devolutiva envolve a apresentação de uma situação, um comportamento e um resultado.

 

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  • Descrição de sentimentos: neste item sim, é possível descrever questões pessoais. Este item é tão importante quanto a apresentação dos fatos concretos. Só é preciso tomar o cuidado de afirmar que este é um sentimento seu perante a um comportamento do outro. Por exemplo: “olha fulano, aquele dia você não deu bom dia para ninguém e eu me senti mal, pois imaginei que eu fiz alguma coisa errada. Esse foi o meu sentimento”.

 

  • Capacidade de ouvir: assim como em qualquer diálogo, a escuta é muito importante. Um feedback eficaz envolve um diálogo. E uma vez aberto ao diálogo, é importante mostrar-se disponível para outros momentos como esse.

 

 

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