Muitos candidatos ainda têm dúvidas nos critérios utilizados no momento de uma entrevista de seleção. As estratégias de carreira das empresas sofreram muitas mudanças nas últimas décadas, gerando um olhar diferenciado no momento da escolha dos colaboradores que farão parte da equipe.

Todas as empresas observam e mensuram o conhecimento básico necessário para uma oportunidade, mas inevitavelmente também verificam aspectos comportamentais. Às vezes uma pessoa que foi muito competente em uma empresa A, é contratada na empresa B, para exercer funções parecidas, mas não se adapta. Por que isso acontece?

Para responder essa questão vou contar a vocês uma história. Esses dias fiz uma torta de gelatina com morangos dentro, e ficou ótima. Outro dia fiz a mesma torta, utilizando kiwi em vez de morangos e o resultado foi terrível! A gelatina não endureceu, e a sobremesa não resultou no esperado.

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Nem sempre dois bons ingredientes dão liga. Essa exemplificação também é compatível ao dia-a-dia organizacional, pois nem sempre um bom profissional trará resultados em uma excelente empresa. A grande variável é o contexto. Um recrutador deve ter em mente o clima organizacional, os valores da empresa e comparar com o potencial do candidato. Não basta apenas se focar nos resultados apresentados anteriormente em outras organizações, é preciso entender a história de vida do candidato, e observar alguns valores que o norteiam. Assim há uma possibilidade maior que a receita dê liga.

Algumas perguntas podem ser complementadas na entrevista e auxiliam na identificação de potenciais. Por exemplo:

  • Como você reage quando alguém o desafia?
  • Como você convida seus colegas a darem ideias?
  • O que você faz para ampliar seu pensamento, sua experiência ou seu desenvolvimento pessoal?
  • Como você promove a aprendizagem em seu ambiente de trabalho?
  • Que passos você dá em busca do desconhecido?

“Busque aquelas pessoas que tenham uma forte motivação para se destacar na busca de objetivos desafiadores, juntamente com a humildade de pôr as necessidades do grupo à frente das pessoais; uma curiosidade insaciável que as impulsione a explorar novas ideias e caminhos; uma percepção aguçada que lhes permita ver conexões que as outras não veem; um forte engajamento com seu trabalho e com as pessoas a seu redor; e a determinação para superar os contratempos e obstáculos”.

Artigo escrito com base na matéria: Por que o potencial agora supera cérebros, experiência e “competências”? (Claudio Fernández-Aráoz)

Revista Harvard Business Review – junho de 2014 (pág. 30 a 39)

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