O ingresso na carreira diplomática se dá mediante concurso realizado pelo Instituto Rio Branco, órgão encarregado da seleção e treinamento de diplomatas. Aprovado no concurso, realiza-se um estágio de dois anos, organizado nos moldes de um curso de mestrado, e entra-se para a carreira diplomática como Terceiro Secretário. Os cargos seguintes na carreira são os de Segundo Secretário, Primeiro Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe e Ministro de Primeira Classe (Embaixador).

Para se inscrever no concurso de admissão, o candidato deve ser brasileiro nato; estar em dia com o serviço militar e com as obrigações de eleitor; ter bons antecedentes; e ter concluído, antes da inscrição, curso superior reconhecido de graduação plena.

O treinamento durante a carreira é intenso e contínuo, de modo a preparar o diplomata a tratar de uma série de temas, desde paz e segurança até normas de comércio e relações econômicas e financeiras, direitos humanos, meio ambiente, tráfico de drogas e fluxos migratórios, passando, naturalmente, por tudo que diga respeito ao fortalecimento dos laços de amizade e cooperação do Brasil com seus parceiros externos. Dominando estes temas, o diplomata deverá ser capaz de desempenhar suas funções: representar o Brasil perante a comunidade de nações; colher as informações necessárias à formulação da política externa; participar de reuniões internacionais e, nelas, negociar em nome do país; assistir às missões no exterior; proteger os compatriotas e promover a cultura e os valores do povo brasileiro.

Dentro do quesito “direitos humanos”, vamos relembrar o imbróglio ocorrido em 2013, quando da ajuda de um Diplomata brasileiro na fuga do senador boliviano Roger Pinto ao Brasil.

A vinda do senador boliviano Roger Pinto ao Brasil sem o salvo-conduto da Bolívia trouxe constrangimentos a relação dos dois países. O parlamentar se encontrava asilado na embaixada brasileira em La Paz há mais de um ano e chegou ao Brasil no dia 24 de agosto de 2013. A vinda de Roger Pinto para Corumbá (MS) foi realizada em carro oficial da embaixada brasileira, além de contar com o apoio de fuzileiros navais.

O diplomata brasileiro Eduardo Saboia era o encarregado de negócios na representação brasileira na Bolívia e, com a ausência do embaixador, estava no comando da embaixada.  Em entrevista ao Fantástico, o diplomata afirmou: “havia uma violação constante, crônica de direitos humanos, porque não havia perspectiva de saída, não havia negociação em curso e havia um problema de depressão que estava se agravando. Tivemos que chamar um médico e ele começou a falar de suicídio”.

A operação desencadeou uma crise que levou ao pedido de demissão do Ministro das Relações Exteriores, patriota, que foi substituído por Luiz Alberto Figueiredo Machado. Patriota, por sua vez, foi indicado por Dilma para a Missão do Brasil na ONU – cargo anteriormente ocupado por Luiz Alberto Figueiredo.

A “Diplomacia” trata diversas questões entre Brasil e outros países, além dos candidatos terem que ter fluência em vários idiomas, precisam ter discernimento para tomada de decisões, como aconteceu com Eduardo Saboia, que no caso do senador boliviano ficou “literalmente” entre a “cruz” e a “espada”! No fim das contas, perdeu o cargo!

 

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