Martha Medeiros, em sua inteligente obra “A graça da coisa”, comenta em um dos seus fabulosos capítulos que antigamente tudo era mais fácil: “Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer o que se chama por aí de expertise. Tem maionese tradicional, light, premium, com leite, com ômega-3, com limão (…)”. Ou seja, antigamente tínhamos poucas opções de escolha, e por isso, o mundo se tornava um lugar mais fácil de viver. Com a chegada das opções, também vieram as infinidades de cores: O bege virou nude, o laranja escuro virou tango tangerina. Afinal, com qual cor eu vou?

A cor não é somente mais uma preocupação dos fashionistas e daquele pessoal da moda. A cor deve ser uma preocupação também dos empresários e do negócio: Se for e-commerce, das cores que estarão como background; se for loja, a cor do ambiente, fachada, logotipo…. Ah, o velho logotipo! Aquele sempre confundido com logomarca! Vamos deixar uma coisa bem clara, antes de começarmos a falar de cores: Nunca fale logomarca, e sim, logotipo. Você pode abreviar e falar “logo” na dúvida, ok?

Quando criamos uma empresa, uma startup, enfim…um negócio…devemos pensar na identidade que compõe este negócio. Essa identidade deve ser muito bem pensada, afinal, muitas empresas abrem-se todos os dias! E o primeiro passo para pensar nessa identidade é a marca. Qual vai ser o nome da minha empresa? Como vai ser o logotipo? O propósito inicial dessa marca é fazer com que ela crie identificação com seu potencial cliente.

#Fato 1: Não existe forma de criar uma identidade, uma marca, pensar na cor e em todos os atributos, se você não conhece seu potencial cliente. Pois a ideia é que haja uma identificação com a marca, e claro, com o produto ou serviço que você estará oferecendo!

Essa é uma fase muito gostosa, da qual o empresário deve aproveitar e explorar. Explorar ao máximo. Sabe por quê? Porque a marca criada, com o logotipo, vai permanecer por um bom tempo, e ficar mudando de nome, logotipo, não é interessante: confunde seu cliente. Por isso, estruture-se, pesquise, explore! Explorar é a palavra-chave!

Dentro desse momento de explorar, explore a cor que você vai utilizar. A cor também deve ser muito bem pensada. A Pantone, principal autoridade de pesquisa e sistema de cores, aponta muitas informações que podem ser relevantes para pensar sua marca.

Segundo Laurie Pressman (VP da Pantone), eles possuem um grupo de Pesquisa & Tendências, que analisam a arte, museus, grafites, moda, tecnologias e desta forma, pesquisam e lançam novas cores. Por exemplo, em 2012 a cor do ano foi o Tango Tangerina. A Pantone, ao lançar o Tango Tangerina, envolveu todo um mercado global, que apostou na cor. Este mercado que eu falo é tanto no lançamento de moda, como no lançamento de novos produtos com foco em design.

Já em 2013, a cor do ano foi o Verde Esmeralda. Laurie Pressman, também coloca a preocupação da Pantone com relação aos nomes das cores: “(…) o nome deve evocar sensações além de possuir uma leitura internacional, já que estamos numa empresa global.”

E 2014, também já tem a sua cor do ano, que é o lilás orquídea. A cor, deverá nortear na moda, como na criação e desenvolvimento de novos produtos para este ano!

A cor é importante e não é mero detalhe. A cor influencia, impacta. Agrega valor. Perceba em marcas como a Tiffany & Co, que trabalha globalmente e explora a sua cor “Azul Tiffany” reconhecido em qualquer país. O laranja Hermès também muito significativo, e definitivamente, reconhecido em grande escala através do seu principal produto: a bolsa mais desejada, Birkin.

 

 

Receba conteúdos exclusivos do Sebrae direto no seu email.

 

 

 

Este conteúdo foi útil para você?


Este conteúdo foi útil para você?

Ei!? O que você achou deste conteúdo?
Compartilhe sua experiência

O seu endereço de e-mail não será publicado.
Todos os campos são obrigatórios.




Privacy Preference Center

Diminuir ou aumentar fonte
Contrast