A valorização acelerada do dólar, levou as importadoras a repensarem a forma de abastecimento. Entre as iniciativas está a redução no volume pedido nos processos de importação, agregar as vendas de produtos a serviços, além da substituição dos fornecedores estrangeiros por nacionais.
Mas, como a indústria nacional não está preparada para atender toda a demanda e não consegue ser competitiva na precificação pelo alto custo Brasil, outra forma de manter a rentabilidade das operações está na compra de peças de fora e montagem feita no País.

Adaptar-se aos novos hábitos do consumidor também é estratégia para quem tem operação atrelada à moeda estrangeira. Uma empresa do ramo de eletroeletrônicos, diz que sente dificuldade em encontrar fornecedores locais, logo, uma das alternativas neste período de instabilidade está na redução do volume comprado, evitando assim, estoques altos para o início de 2016.

O segmento alimentar não está imune a volatilidade da moeda estrangeira. Segundo o diretor-geral de um dos maiores importadores de alimentos do País, a instabilidade do câmbio faz com que o repasse de custos seja gradual. Eles aumentaram os preços entre 5% e 10% ao longo dos meses, pois não conseguem ser tão rápidos quanto a volatilidade da moeda.

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Outra iniciativa da importadora foi buscar novos países para a compra de algumas categorias. No ano passado compraram azeitona da Espanha, este ano da Argentina, país em que a safra foi muito boa e o preço apresentou queda, lembrando que, do país vizinho, também veio uva passa e pistache.
Segundo a empresa, há certos itens, como o damasco, que não existe a possibilidade de substituição. O damasco é importado da Turquia e não há outro local com a mesma qualidade. Mesmo com todas as iniciativas, esse ano será de redução do volume comercializado. Foi importado menos e devido à instabilidade que a crise econômica provoca no País a rentabilidade da empresa também será menor, cerca de 2%. O faturamento previsto é de R$ 300 milhões e virá condicionado ao aumento dos preços dos importados e não de vendas maiores. Até junho cresceram 15% em volume e 17% em valor, mas passado isso passaram a sentir de forma mais efetiva.

Em recente circulada pelos maiores supermercados do Paraná que trabalham com importação própria, constatei a alta na maioria dos produtos importados. Infelizmente o consumidor final também vai optar por similares nacionais, até que essa maré de dólar alto comece a retroceder.

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