Ação-piloto de compensação de CO2e – Outsourcing de Impressão

A Pegada de carbono* da humanidade é a principal causa das mudanças climáticas. Devido ao fato de que geramos emissões gás carbônico em ritmo muito mais rápido do que é possível a natureza absorver, existe um acúmulo de gás carbônico na atmosfera e no oceano.

Reduzir significativamente a Pegada de carbono é um passo essencial para acabar com o abuso ecológico e viver dentro dos limites e meios propiciados pelo nosso planeta. Trata-se, ainda, do passo fundamental para conter as mudanças climáticas.

A pegada de carbono (carbon footprint – em inglês) é uma metodologia criada para medir as emissões de gases estufa – todas elas, independente do tipo de gás emitido, são convertidas em dióxido de carbono equivalente (CO2e). Esses gases são emitidos na atmosfera durante o ciclo de vida de um produto, de processos ou de serviços.

Em 2017 a partir de uma oportunidade identificada pelo representante da equipe de T.I. no Comitê Executivo de Sustentabilidade, foi aprovada por nossa diretoria ação-piloto visando a compensação de emissões de CO2 e gerados pelas impressões realizadas nos departamentos do Sebrae no Paraná.

No momento essa neutralização ocorre exclusivamente sobre nossas impressões geradas a partir das impressoras contratadas em regime de outsourcing de impressão, instaladas dentro dos escritórios do Sebrae em todo o estado.

A compensação vem sendo realizada pelo plantio de árvores e, embora 100% do COe gerado mensalmente nessas impressões esteja sendo neutralizado, temos um histórico registrado de nosso “passivo” desde 2014 e atuamos com a previsão de “zerarmos” essa conta até dezembro/2021.

Redução das emissões de GEE – Gasolina x Etanol

Além da ação-piloto de compensação mencionada anteriormente, em julho de 2018 foi apresentada para apreciação da Diretoria a proposição de medida institucional para redução das emissões oriundas da utilização de nossa frota de veículos.

A simples opção pelo uso de Etanol já seria suficiente para reduzir as emissões estimadas para 2018 em 166t CO2e para menos de 24t – sem contar que o Etanol gera CO2bio que, segundo os padrões estabelecidos pelo GHG Protocol, não requerem ação compensatória pois são absorvidos/eliminados pelo próprio meio ambiente.

Desde essa decisão estamos monitorando a proporção de utilização dos combustíveis da frota  e sinalizamos mensalmente o desempenho às sedes regionais, responsáveis pela utilização dos veículos e abastecimento dos mesmos.

Para fins de monitoramento, estabelecemos como desejável a proporção de uso em pelo menos 95% de Etanol – no momento não é viável a meta de 100% pois vários veículos Flex em uso ainda possuem o mini-tanque de gasolina para acionamento da partida.

Com essa simples mudança na proporção do uso de combustíveis, obtivemos uma redução significativa da geração de CO2 pela frota do Sebrae em 2018.

No modelo original de uso prioritário de Gasolina o volume de CO2 projetado para o ano seria em torno de 143 toneladas mas com a substituição por Etanol a partir de agosto, conseguimos fechar o exercício com um pouco menos da metade desse volume: 70,38 toneladas!

O gráfico abaixo demonstra bem o impacto dessa mudança, apresentando a evolução da geração de CO2 pela frota em 2018.

Monitoramento das emissões de GEE pelo Sebrae/PR

Com o início dos estudos do Sebrae a respeito dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas, uma das questões que percebemos estar imediatamente ao nosso alcance foi o melhor entendimento da geração de Gases do Efeito Estufa a partir de nossas operações.

Nesse momento o Comitê Executivo de Sustentabilidade vem desenvolvendo uma proposta de atuação mais abrangente sobre a emissão de GEE para o Sebrae e para isso passou a implementar instrumentos para realizar a medição e monitoramento dos fatores de emissão.

Esse monitoramento vem sendo desenvolvido e aprimorado dentro dos métodos de mensuração definidos pela iniciativa GHG Protocol Padrão Brasileiro versão 1.4.

De maneira simplificada, esse método prevê a classificação dos fatores de emissão em 3 categorias, Escopos 1 a 3.

Abaixo apresentamos a distribuição dos fatores de emissão por Categoria, aplicáveis ao setor de atuação do Sebrae.

Os fatores sem qualquer marcação são os que já temos meios de mensuração e monitoramento; os marcados em verde são aplicáveis e requerem o desenvolvimento de instrumentos de medição e controle para ação em 2019 e os em vermelho não se aplicam de imediato ao nosso caso.

Dentro do contexto acima, esse é o mapeamento consolidado em 2018:

E essa foi a evolução global de toneladas de CO2e geradas em nossas atividades no mesmo período:

A geração de CO2e pelo Sebrae considerando os fatores mapeados em 2018 totalizou aproximadamente 630 toneladas. Em 2019 estamos nos empenhando na busca de novas iniciativas para redução dessas emissões, usando a mensuração de 2018 como baseline para avaliar nossa evolução.