Política e Religião devem ser observados, principalmente, no relacionamento com alguns países do norte da África, Oriente Médio, Índia, Paquistão e Extremo Oriente. No que respeita ao quesito religião, é sempre bom estar atento aos povos que praticam o islamismo e o judaísmo. Questões religiosas fazem parte do seu dia-a-dia e interferem diretamente em práticas comerciais.

Para ingressar em mercados globalizados e competitivos, a partir dos anos 90, empresas brasileiras abatedoras de frango como Sadia, Perdigão, Ceval-Seara e Frangosul, vem encarando como oportunidade de expansão de negócios a adaptação de seus processos e de sua infraestrutura fabril às exigências da prática do Halal, preceito islâmico na produção de certos alimentos. Em um dos abatedouros da empresa de alimentos Sadia, próximo a Uberlândia (MG), 14 mil frangos são sacrificados por dia voltados para Meca, em obediência ao que determina o Alcorão, livro sagrado do islamismo. Atender a essas normas tem contribuído para aumentar a confiança dos muçulmanos nos produtos brasileiros e estreitar as relações comerciais entre o Brasil e os países islâmicos. O estudo evidencia ainda a importância de se considerar a religião como uma variável determinante no desenvolvimento de novas oportunidades de negócios em mercados promissores, ao atender às especificações e exigências na produção, garantir a qualidade da carne ao mercado consumidor e principalmente preservar as tradições religiosas.

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Os principais produtos importados pelos países árabes são açúcar, carnes, cereais e sementes, o que representa cerca de 70% do que o Brasil vende à região.

O Oriente Médio responde por 34% das importações do frango produzido no país, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre os maiores compradores do corte “halal” estão os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, o Egito, a Argélia e Omã.

Além da demanda elevada de aves na região, a opção da BRF em instalar uma fábrica próxima dos consumidores faz parte da estratégia da multinacional de “produzir localmente com atuação global”, sem descartar a redução de custo para exportar a partir do Oriente Médio para outros mercados-chave, como a Rússia e a China.

 

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