Na terceira semana de março de 2014, a balança comercial registrou déficit de US$ 461 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 4,629 bilhões e importações de US$ 5,090 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 12,222 bilhões e as importações, US$ 12,282 bilhões, com saldo negativo de US$ 60 milhões. No ano, as exportações totalizam US$ 44,182 bilhões e as importações, US$ 50,426 bilhões, com saldo negativo de US$ 6,244 bilhões.

A participação de produtos importados no consumo do país disparou e atingiu 22,3% em 2013, o maior índice desde 1996. No último ano ainda foi mais barato importar peças, componentes e produtos acabados. Tanto que, pela primeira vez em 18 anos, o valor dos insumos adquiridos em outros países foi maior do que o das vendas externas da indústria de transformação.

Segundo um estudo realizado em uma parceria entre a AEB – Associação de Comércio Exterior do Brasil e a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior (Funcex), o coeficiente aponta que a indústria de transformação passou a gerar receitas com exportação menores do que os gastos com insumos importados, com uma perda de competitividade da indústria nacional no mercado mundial.

As exportações brasileiras de commodities, lideradas pela soja e minério de ferro, compensam o péssimo desempenho dos produtos manufaturados nacionais no mercado internacional. A balança comercial da indústria está deficitária em mais de US$ 100 bilhões e coloca em risco o desempenho do Brasil em 2014.

Num momento em que o País está num processo de desindustrialização, agradecemos à soja por nos manter vivos. O custo de se produzir no país está cada vez mais alto. É preferível comprar lá fora do que encarar a carga tributária, as exigências burocráticas e a falta de infraestrutura logística.

Apesar de em 2013 o real ter se desvalorizado 15% em relação ao dólar, o Custo Brasil se elevou e as importações continuaram sendo uma alternativa mais barata, e isso continuará acontecendo enquanto não houver uma reforma tributária e investimentos consistentes em infraestrutura. Se nada mudar, não vai valer a pena nem montar produtos no Brasil, e sim comprar os itens acabados. Como principais entraves nas exportações, destacamos os encargos financeiros e logísticos, resultando em mais importação, na chegada de mais insumos, e menos competitividade.

Valeu pessoal!!!!

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