Gestão da Produção e QualidadeNeste blog os seguintes assuntos serão priorizados:Normatização e CertificaçãoLogísticaControle da Qualidade5´sProcessos ProdutivosComprasAlimento SeguroReciclagem Produção SustentávelGerenciamento de ResíduosLicença AmbientalCrédito de CarbonoEcodesignSelo VerdeProdução mais LimpaBiocombustívelAutomação InformatizaçãoSegurança EletrônicaGestão do ConhecimentoInteligência Competitivahttp://10.19.4.159:8080/blogs/blog/gestaoproducaopt-brErros de medição e os impactos na qualidade do produtoUma questão crucial no controle de qualidade por variáveis (medidas) é o problema da confiabilidade dos bancos de dados. Em diversas ocasiões nota-se que os dados não fornecem uma idéia real de parâmetro a ser analisado e isto se deve, em grande parte dos casos, ao fato de se tentar extrair do instrumento de medição, uma informação mais apurada do que ele consegue fornecer.

Este importante ponto de vista é muitas vezes ignorado. O sentimento geral é de que, sendo um instrumento sofisticado, ou extremamente caro, ou ainda com visor digital, deve ser bom.

Qualquer programa de controle de qualidade parte do princípio que os dados observados (medições) podem ser bons, pois o controle não vale nada se os dados analisados não são confiáveis.

Os equipamentos de medição estão sujeitos a variações, aleatórias ou não. Desta forma, uma análise completa e significativa do processo somente pode ser feita se o instrumento de medição usado para coletar dados for “exato e repetitivo”.

Se os instrumentos não forem devidamente calibrados, podem surgir variações sistemáticas e tendências.

Se os resultados não são os mesmos quando diferentes pessoas utilizam o mesmo equipamento de medição para obter valores similares de leitura, dizemos que o equipamento de medição não é “reprodutível”.

Uma variação periódica na indicação do equipamento de medição,  pode ser causada por desgaste, deteriorização ou condições do meio, tal como mudanças de temperatura durante sua utilização. Isto afeta a “estabilidade” dos resultados obtidos com o equipamento de medição.

O equipamento usado deve ser capaz de representar toda a faixa de medição pretendida. Caso contrário, pode causar erros e desvios sem que se percebam. Este fato denomina-se “linearidade”.

Outro tipo de variação, chamada randômica, é geralmente ligada à característica de construção do equipamento, tal como o atrito interno. Este pode causar variações numa série de medições realizadas, impedindo-o de ser “repetitivo”.

Todos este fatores, exatidão, repetibilidade, reprodutibilidade e linearidade, combinados afetam o desempenho do sistema de medição.

Portanto, se algum item de seu produto possui como característica de qualidade uma medida, é fundamental avaliar o meio de medição, considerando inicialmente três aspectos fundamentais:

- Calibrar e aferir os equipamentos de medição periodicamente;

- Treinar os colaboradores que efetuam as medições;

- Criar um ambiente adequado para realizar as medições (temperatura e iluminação).

 

Estes são os cuidados iniciais para que as medidas coletadas correspondam à realidade, garantindo assim um produto dentro das especificações.

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Os benefícios da gestão de manutençãoO mercado coloca à disposição das indústrias, equipamentos e suprimentos, novas tecnologias, processos e serviços, com vistas à reduzir tempo e  custos de produção, sem comprometer a excelência de qualidade dos serviços e produtos.

Este investimento valioso deve permanecer produtivo por muito tempo, para tanto a manutenção do maquinário, com destaque para as ações de prevenção tem hoje um importante espaço no cenário das indústrias, que estão cada vez mais automatizadas.

As inovações nas tecnologias da  eletrônica, mecânica, elétrica e hidráulica servem de apoio nas decisões estratégicas da empresa. Agregam valores em termos de disponibilidade, confiabilidade, sustentabilidade, qualidade, segurança do trabalho, garantindo eficiência no desempenho e principalmente redução de custos.

A manutenção, como função estratégica das organizações é responsável direta pela disponibilidade dos ativos, tem importância capital nos resultados da empresa. Esses resultados serão tanto melhores quanto mais eficaz for a gestão da manutenção.

 

As organizações devem procurar as melhorias contínuas na sua gestão da manutenção, buscando-se incessantemente  conhecimentos inovadores e aplicação das melhores práticas da manutenção.

 

Os métodos e tipos mais comuns de manutenção são:

 

Manutenção corretiva é a manutenção efetuada após a ocorrência de uma pane destinada a recolocar um item em condições de executar uma função requerida;

 

Manutenção preventiva é a manutenção efetuada em intervalos predeterminados, ou de acordo com critérios prescritos, destinada a reduzir a probabilidade de falha ou a degradação do funcionamento de um item;

 

Manutenção preditiva são as manutenções que permitem garantir uma qualidade de serviço desejada, com base na aplicação sistemática de técnicas de análise, utilizando-se de meios de supervisão centralizados ou de amostragem para reduzir a um mínimo a manutenção preventiva e diminuir a manutenção corretiva.

 

Entre todos os tipos de manutenção nenhuma modalidade substitui outra, porém associadas uma da outra, trarão resultados positivos em termos de performances gerais nas gestões.

 

Qualquer sistema de gestão envolve o planejamento, prolongando-se num ciclo dinâmico, que inclui a organização, a execução, a direção e o controle, o mesmo ocorre com a gestão da manutenção.

 

As atividades para o gerenciamento da manutenção devem incluir:

 

- Definição dos itens de controle / indicadores de desempenho

- Padronização

- Execução da manutenção

- Análise e gestão de falhas

 

Como já vimos anteriormente, a gestão da manutenção visa aumentar a disponibilidade dos equipamentos, isto significa reduzir falhas e aumentar a confiabilidade, que é realizada pela manutenção preventiva ou reforma do equipamento.

 

Para alcançar esses objetivos é necessário possuir o profissional preparado para esta função, que pode ser funcionário da empresa ou terceirizado. No caso da terceirização a parte técnica geralmente deixa a desejar, portanto uma avaliação da qualidade dos serviços é fundamental.

 

O importante é valorizar a função manutenção, para que tenhamos os equipamentos sempre disponíveis e confiáveis para a produção.

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Produção industrial do Paraná cresce 19,6% no semestre A produção industrial no Paraná cresceu 19,6% nos primeiros seis meses de 2010. O índice é o quinto maior do país – apenas os estados do Espírito Santo, Amazonas, Minas Gerais e Goiás tiveram crescimento maior. O resultado paranaense também é maior que o acumulado no Brasil no período, que é de 16,2%. Os dados estão na Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta sexta-feira (6/08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Paraná, dos 14 setores pesquisados pelo IBGE 13 apresentaram crescimento na produção industrial, o que explica os bons resultados alcançados pelo estado. O maior aumento foi registrado no setor de veículos automotores, que teve alta de 62,9%, impulsionado pela produção de caminhões e caminhões-tratores.

O crescimento da produção industrial não está ocorrendo de forma pontual no estado. “Se compararmos a produção trimestral, o Paraná já cresce há quatro períodos seguidos”, ressalta Fernando Abritta, economista da coordenação de indústria do IBGE.

Ao comparar índice de crescimento industrial de junho com o do mês de maio de 2010, houve uma queda de 1,7% no período. “O Paraná veio de um crescimento muito forte em maio, quando a produção subiu 17,5%”.


Comparação com 2009

O crescimento da produção industrial no Paraná, na comparação com junho de 2009, é de 41,3%, muito acima da média nacional, que é de 9,1%. “Essa é a maior expansão verificada desde o início da pesquisa”.

Em relação ao índice mensal, a produção paranaense foi impulsionada pelo crescimento do setor de edição e impressão, que teve alta de 428,28% comparando os dois meses de junho. “Esse é um crescimento atípico, que contou com o aumento da fabricação de livros e impressos didáticos, mas também pela baixa base de comparação”.

Além do crescimento descomunal de um setor, outros 11 dos 14 setores pesquisados pelo IBGE tiveram alta. A produção de veículos automotores tem alta de 69%, principalmente pela fabricação de caminhões, caminhões-tratores, bombas injetoras e automóveis. Outros setores que se destacaram foram o de máquinas e equipamentos, com alta de 97,4% impulsionada pela produção de máquinas para colheita e tratores agrícolas, e de alimentos, que cresceu 11,6%, por causa dos itens açúcar cristal e carnes e miudezas de aves.

Também tiveram crescimento os setores de madeira, com aumento de 32,8% principalmente na produção de madeira serrada; e o de aparelhos e materiais elétricos, que registrou aumento de 58,9%, sobretudo com a produção de cabos e fibras ópticas e fios, cabos e condutores elétricos.

Os dois setores que apresentaram queda na produção foram o de refino de petróleo e produção de álcool, com recuo de 5,5%, e celulose e papel, com diminuição de 4,8%. Os produtos que determinaram a queda foram o óleo diesel, papel-cartão e papel Kraft para embalagens.(Fonte Gazeta do Povo)

Essas notícias positivas sobre a economia paranaense é mesmo um nicho de mercado para o micro e pequeno empresário buscar alternativas para aumentar seus negócios.

As micro e pequenas indústrias representem a 46,8% do total das empresas do setor, mas abocanhavam do 5,5% do emprego nas fábricas, podendo ainda aumentar sua participação no mercado, para tanto um fator fundamental é a modernização.

A  modernização nas micro e pequenas indústrias, é considerando a como condição básica para a sobrevivência das empresas de modo geral e mais especificamente deste segmento  em mercados extremamente competitivos.

Entende-se por empresa moderna, a empresa que possui foco no negócio e cujo gerenciamento empresarial e da tecnologia conta com a existência de um espírito inovador, demonstrando novas alternativas gerenciais e tecnológicas e que valoriza o capital humano. Empresa moderna, neste trabalho, é a empresa que está em aderência com inovação, ou seja, é uma empresa em busca da inovação contínua.

 

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Treinamento interno, uma solução para qualificar os colaboradores.Com a economia aquecida, a demanda por profissionais qualificados aumentou significativamente, ocasionando escassez deste tipo de mão de obra em quase todos os setores de atividades.

A estrutura de treinamento em grande parte das empresas foi desmontada nos períodos de crise da década de 90, pois havia mão de obra sobrando e era fácil encontrar bons profissionais no mercado.

Partiu-se do princípio de que era o candidato a um cargo que deveria buscar qualificação por conta própria, o que continua sendo uma realidade e uma necessidade para a empregabilidade.

Porém a dificuldade em  contratar bons profissionais é cada vez mais crescente e as escolas e centros de formação profissional das diversas entidades, não conseguem atender a essa demanda.

Diante desta dificuldade, começa a ser resgatada uma alternativa que foi muito utilizada no passado e que muitas empresas ainda utilizam, que é o treinamento interno, também conhecido por treinamento “in the job” e com ela uma metodologia conhecida como TWI.

Criada após a II Guerra Mundial, com o intuito de preparar novos líderes para a indústria em fase de reconstrução, o TWI (Training Within Industry), sigla em inglês que significa "treinamento dentro da indústria", é uma metologia simples, rápida, de fácil compreensão e de aplicabilidade com bons resultados, que tem como objetivo desenvolver habilidades, a partir de conceitos básicos, para quem exerce ou pretende exercer função relacionada com liderança de equipes ou responsável pela produção.

No Brasil, o TWI surgiu por volta de 1.952, divulgado pelo SENAI. Para as empresas e os profissionais, um dos principais benefícios é que a  metodologia procura transmitir os conceitos de forma simples e direta para melhorar o conhecimento do trabalho e das responsabilidades de cada um envolvido no processo. "A partir deste aprendizado, o profissional melhora sua habilidade em instruir e em conduzir a equipe. Podemos ressaltar também que o TWI foca na melhoria no relacionamento, padronização do trabalho, previsão e estabilização nas operações e redução do desperdício. 

Apesar do tempo de existência do programa, seu conteúdo é considerado atual e está sendo muito procurado por empresas dispostas a investir no aperfeiçoamento de seus colaboradores. O TWI tem princípios importantes e simples de serem aprendidos e aplicados na rotina do profissional e nos processos de qualquer empresa.


Foi nesse enfoque que muitas empresas optaram pelo desenvolvimento desta metodologia junto a seus supervisores, líderes, preparadores e outros profissionais que hoje não ocupam cargo de liderança, mas que demonstram esse potencial. No caso de uma possível expansão da empresa, esses profissionais já estarão preparados para tal.

 

Metodologia - Originalmente o TWI era direcionado para os que exerciam papel de líder, como um supervisor, na condução de equipe. Porém, atualmente ele é indicado para todos aqueles que querem e precisam melhorar suas competências pessoais. O treinamento é composto por três fases. Uma delas é a Metodologia de Ensino que visa melhorar a capacidade de instruir adequadamente o funcionário e transmitir orientações técnicas; de maneira a facilitar o desempenho do trabalho e obter os resultados esperados.

Na segunda fase, intitulado como Relações Humanas no Trabalho, procura fornecer condições de melhorar o desempenho do líder para dirigir, prever e solucionar problemas de relacionamento, e manter um bom ambiente entre as pessoas e no local de trabalho. Na última etapa,conhecida como métodos de trabalho, tem como objetivo prever e promover a melhor utilização dos recursos materiais e humanos disponíveis, de modo a racionalizar e melhorar as etapas do processo produtivo. 

O TWI tem muito em comum com as técnicas modernas de manufatura. Para o sistema de produção Lean, os métodos de gerenciamento Japonês e o Kaizen,  o TWI pode ser considerado o marco zero destas filosofias de manufatura, as quais se tornaram as técnicas mais promissoras da indústria atual.

 

Com a metodologia do TWI, o aprendizado na empresa ocorre de forma sistematizada e planejada, evitando que os colaboradores aprendam de qualquer maneira e com os vícios de quem ensina.

 

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Melhorando a eficiência energética  

A crise energética de 2001, que demonstrou a fragilidade do setor elétrico, fez crescer em todo o país o sentimento de economia desta fonte. Mesmo com muitas campanhas de economia de energia, poucas empresas se atentam para esse importante assunto.

 

O custo com energia elétrica nas indústrias em alguns casos supera a folha de pagamento, tranformando-se em grande vilão que pode afetar a competitividade da empresa.

 

Podemos afirmar com segurança que a energia elétrica é vital ao bem-estar do ser humano e ao desenvolvimento econômico no mundo contemporâneo. A racionalização do seu uso possibilita melhor qualidade de vida, gerando conseqüentemente, crescimento econômico, emprego e competividade.

 

Uma política de ação referente à eficiência energética tem como meta o emprego de técnicas e práticas capazes de promover os usos “inteligentes” da energia, reduzindo custos e produzindo ganhos de produtividade e de lucratividade, na perspectiva do desenvolvimento sustentável.

 

Equipamentos e processos obsoletos, utilizados ainda hoje nas indústrias, têm uma grande parcela de responsabilidade pelas perdas de energia. Do ponto de vista operacional, econômico ou ambiental as perdas trazem prejuízos para toda a cadeia produtiva.

 

Vantagens e benefícios da economia de energia

 

Melhora a produtividade e competividade das empresas.

A otimização energética muitas vezes pode ser um ponto de partida para a modernização tanto de instalações prediais como de processo industriais levando ao aumento do volume de produção com o mesmo consumo de energia.

 

Melhoria do ambiente de trabalho e da segurança.

Incremento da motivação e participação dos colaboradores devido à melhoria do ambiente, com adequação de instalações e equipamentos aos novos processos de trabalho.

 

Ações práticas

 

O setor industrial é responsável por aproximadamente 46% do consumo de energia elétrica no Brasil, do qual somente os motores absorvem 51% da energia consumida. Quando se trata de reduzir desperdícios e economizar energia, as principais recomendações incluem otimização do sistema motor-equipamento, substituição de motores superdimensionados, correção do fator de potência baixo e redução dos picos de demanda.

 

Motores

- Verifique se existem motores superdimensionados e tente adequá-los.

- Quando for substituir motores, sejam queimados ou superdimensionados, utilize motores de alto rendimento

- Desligue os motores das máquinas quando estas não estiverem operando.

- Faça manutenções preventivas periódicas.

- Verifique se os dispositivos de partida estão adequados.

Iluminação

-Utilize lâmpadas mais eficientes e adequadas para cada tipo de ambiente. A lâmpada de vapor de sódio, por exemplo, é mais eficiente do que as lâmpadas de vapor de mercúrio ou as mistas.

-Utilize reatores eletrônicos de boa qualidade.

- Utilize luminárias espelhadas para lâmpadas fluorescentes.

-Abuse de recursos que aumentem o aproveitamento da iluminação natural: telhas translúcidas, janelas amplas, tetos e paredes em cores claras.

-Ligue a iluminação somente onde não haja iluminação natural suficiente e desligue-a sempre que as dependências estiverem desocupadas. Mantenha ligada apenas a iluminação que contribua para a segurança do local.

-Divida os circuitos de iluminação, de tal forma a utilizá-los parcialmente, sem prejudicar o conforto.

Os mesmos cuidados devem ser aplicados a refrigeração, equipamentos elétricos em geral, ar comprimido, fornos elétricos, bombeamento de água entre outros.

Existem programas vinculados ao Ministério da Minas e Energia, executado pela Eletrobrás com os seguintes objetivos:

-Combater o desperdício de energia elétrica

- Estimular o uso eficiente e racional de energia elétrica

- Proporcionar benefícios à própria sociedade

- Aumentar a competitividade do país

 

Ações

- Otimização de sistemas motrizes industriais através de convênios com as Federações de Indústrias.

- Capacitação laboratorial através de convênios com universidades federais

Para maiores informações acesse http://www.eletrobras.gov.br/procel

Comece pelas pequenas ações de custo menor e planeje a médio prazo ações mais eficazes para a redução de consumo. O investimento na maioria dos casos se paga em pouco tempo.

 

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http://10.19.4.159:8080/blogs/posts/gestaoproducao?c=139526/07/2010
Delegar não é abdicar.Observamos com alegria muitas empresas crescerem e se desenvolverem gerando mais empregos, propiciando melhores condições de vida aos funcionários e contribuindo para o desenvolvimento social.

 

Porem, por outro lado, observamos empresários stressados, reclamando que não tem tempo para nada, há anos que não tira férias, que tem que realizar tudo, pois não tem ninguém com competência suficiente para realizar as atividades de coordenação.

 

Importante é entender que parte dos resultados obtidos pela direção da empresa provem de suas próprias ações e parte provem de ações de terceiros, aos quais ele deve delegar.

 

Entendemos por delegação, uma atividade administrativa, na qual se transfere ao colaborador responsabilidades, com a devida autoridade para gerenciar as mesmas.

 

Mas por que não se delega tão pouco?

A pouca delegação pode ter várias causas, entre as quais: gostar de manter-se sempre ocupado; querer tomar decisões em todos os níveis; gostar de se envolver nos detalhes e nas rotinas; não confiar na capacidade do subordinado; ser perfeccionista; querer poupar sua equipe por julgá-la ocupada demais; acreditar que leva mais tempo delegar, treinar e controlar do que fazer ele próprio.

 

É muito importante que os empresários, gerentes, gestores, tomem consciência das verdadeiras razões da não delegação, procurando eliminá-las.

 

A não delegação é uma armadilha fatal a médio e longo prazo pois inviabiliza o sucesso e o desenvolvimento do líder, limitando a si próprio, não transpondo as fronteiras de sua capacidade individual com a utilização da capacidade de terceiros.

 

Portanto, delegue tudo que puder. Sempre que estiver diante de uma tarefa tenha o hábito de questionar:

 

- Alguém poderia fazer essa tarefa por mim?

- O que eu precisaria fazer para delegar esta tarefa?

- Alguém poderia facilitar esta tarefa para mim?

- Estou dedicando o tempo necessário às questões realmente importantes?

 

Reveja mentalmente seus hábitos e rotinas de trabalho e faça uma lista de tudo o que você não precisa fazer.

 

Delegar tarefas não significa abdicar-se da responsabilidade pela sua execução ou resultado final.

 

Mantenha o controle sobre a tarefa delegada verificando se os resultados desejados estão sendo atingidos e se há ou não a necessidade de ajuda ou orientação complementar à pessoa que recebeu a tarefa.

 

Se a tarefa delegada for complexa ou crítica, estabeleça uma maneira de acompanhar a execução , definindo de comum acordo, etapas intermediárias para controle.

 

Lembrando sempre que os controles não devem interferir na delegação. Sua função principal é indicar os desvios dos planos e não interferir com as ações. Verifique os resultados, não as atividades. Se necessário tome medidas corretivas orientando o subordinado. Explique claramente o grau de iniciativa que você espera dele.

 

Lembre-se que o sucesso do processo de delegação depende só de você, da compreensão perfeita do seu papel, do planejamento, organização e controle, da orientação, treinamento e estímulo oferecido à sua equipe e da sua predisposição de confiar nos subordinados, permitindo que tomem decisões nas situações apropriadas.

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http://10.19.4.159:8080/blogs/posts/gestaoproducao?c=137621/07/2010
Fornecedor e relações com fornecedoresA década de 1980 troxe consigo um novo paradigma de manufatura envolvendo o Just in Time, pequenos lotes de produção, melhorias contínuas e qualidade total. Nos ultimos quinze anos tem havido uma explosão de conhecimento nas atividade relacionadas ao gerenciamento da qualidade envolvendo o papel de clientes e fornecedores. É preciso determinar a efetividade dos processos e procedimentos que melhorem os negócios

Hoje em dia, uma empresa não pode ser competitiva de forma isolada. Ela faz parte de uma cadeia de compradores / fornecedores que tem como objetivo final a satisfação dos consumidores. Estamos numa era de pressão competitiva e a necessidade de melhorar os processo nuca foi tão intensa como agora.

Saber o que se espera dos fornecedores é essencial para a garantia de melhores resultados no seu negócio, facilitando os processos, tranquilizando a força de trabalho e satisfazendo o cliente.

Os fornecedores são elos fundamentais dentro do processo, pois fornecem os insumos necessários para que a empresa atenda com seus produtos ou serviços o cliente ou usuário final. Porém para garantir a qualidade do nosso produto / serviço, o fornecedor deve atender aos nossos requisitos ou especificações.

Portanto para garantir que os insumos fornecidos atendam as nossas necessidades, é importante selecionar e avaliar os fornecedores.

Todo empresário, mesmo que informalmente, está avaliando seus fornecedores. Ele sabe quem atraza a entrega, quem não atende aos requisitos de qualidade e quantidade, quem tem um fornecimento irregular, etc. No entanto é importante que essa informação não fique apenas na cabeça do empresário. Todos os envolvidos na aquisição de materiais e serviços devem saber quais são os fornecedores confiáveis.

Um modo muito simples de registrar essas informações é criar uma planilha de fornecedores de matérias prima e de serviços, adotando critérios para seleção do fornecedor, tais como:

- Capacidade técnica

- Localização

- Regularidade fiscal

- Assistência técnica

 

Outro ponto é determinar os requisitos para o fornecimento, como:

- Prazo

- Quantidade

- Atendimento às especificações ou ao contrato.

 

A avaliação é realizada preenchendo-se a planilha, verificando-se o atendimento e comunicando o desempenho.

 

A relação cliente / fornecedor dever ser desenvolvida sempre, portanto algumas dicas para melhorar essa relação:

- Compartilhe suas necessidades, expectativa, problemas e receios desde o primeiro contato.

- Mostre a ele sua importância no processo da sua empresa.

- Defina em conjunto critérios de qualidade para um bom fornecimento.

-Acompanhe e aja com objetividade dentro do estabelecido pelas duas partes.

-Dê feedback constante sobre o que está percebendo, tanto positivo quanto negativo. Lembre-se que ele é um  fator crítico de sucesso dos seus produtos ou serviços, ou seja, inclua-o com carinho no seu negócio. Tenha uma relação ganha-ganha.

 

Considere o fornecedor como um parceiro, planejando em conjunto para que possam decidir, diante da sua necessidade, o que fica melhor para os dois lados.

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http://10.19.4.159:8080/blogs/posts/gestaoproducao?c=133706/07/2010
Novas oportunidades para a construção civil.As indústrias do setor de construção civil registraram em maio, pelo quarto mês consecutivo, crescimento no ritmo de produção. A informação consta da Sondagem da Construção Civil, divulgada nesta segunda-feira (28/6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Para os técnicos da CNI, a melhora do setor acabou aumentando também o otimismo dos empresários com os próximos seis meses, principalmente os de pequeno e médio porte, dos setores de edifícios e de serviços especializados.

Alem das oportunidades geradas pelo mercado aquecido, o governo federal oferece oportunidades com obras do PAC e principalmente com o Programa Minha Casa Minha Vida.

Segundo o ministro Paulo Bernardo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida terão investimentos de R$ 44 bilhões em 2011. Em 2010, os dois programas somaram R$ 25 bilhões em recursos do governo federal.

O Programa Minha Casa Minha Vida é uma excelente oportunidade para a construção de moradias atendendo prioritariamente a população com renda de até três salários mínimos.

O governo federal através da Caixa Econômica Federal pode liberar recursos para a construção das unidades habitacionais. Para saber mais, você poderá acessar os sites abaixo relacionados.

O PBQP-H

 Uma das exigências para as construtoras canditarem-se ao programa é ter o PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat) implantado.

O PBQP-H é uma norma de gestão de qualidade baseada na ISO 9001 e adequada a construção civil para somar esforços pela adoção de modelos de garantia da qualidade nas organizações. Trata-se de uma ação de caráter evolutivo, adaptada ao setor da construção e às características regionais. Atualmente as ações do PBQP-H estão vinculadas ao Ministério das Cidades.

O caráter evolutivo consiste nos níveis de D, C, B e A. No nível A todos os requisitos na norma deverão ser atendidos.

No nível D a empresa encaminha a Secretaria Executiva do Ministério das Cidades uma declaração de adesão, em seguida documenta esses procedimentos em um manual de qualidade.

A empresa sendo aprovada, passará a constar na lista de empresas qualificadas no site do PBQP-H. A validade da adesão ao nível ‘D’ é de seis meses, podendo ser prorrogada, uma vez, por mais seis meses, mediante o envio da declaração de prorrogação, até a data de validade da adesão.

Os demais níveis (C, B e A) são evolutivos, observando-se os prazos determinados pela Secretaria Executiva do PBQP-H ou dos acordos setoriais.

O PBQP-H objetiva combater a não-conformidade, promover a qualidade de materiais e serviços, aumentar a produtividade em todos os segmentos do setor. O programa pretende atuar em várias áreas que necessitam de aumento de qualidade intrínseca, tais como: gestão, projetos, materiais e componentes de sistemas produtivos, introdução de novas tecnologias, elaboração e difusão de normas técnicas, troca de informações e também a formação e requalificação da mão de obra.

 O SEBRAE- PR disponibiliza consultorias para implantação do PBQP-H em todos os níveis, com um processo objetivo e exclusivo para a empresa.

Utilize este blog para dar sua opinião e esclarecer suas dúvidas.

Sites úteis:

www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/secretaria-de-habitacao/programas-e-acoes/mcmv/minha-casa-minha-vida

http://www1.caixa.gov.br/gov/gov_social/municipal/programas_habitacao/pmcmv/documentos_download.asp#

www.minhacasaminhavida.gov.br

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Nova tecnologia para controle de poluiçãoA preocupação com o controle da poluição é uma constante nas indústrias e no poder público. A legislação está cada vez mais exigente e as empresas estão se conscientizando cada vez mais sobre a importância destes controles.

 

A tecnologia contribui muito para a identificação e controle da poluição, com a utilização de sensores, filtros entre outros.

 Um novo processo de monitorar a emissão de poluentes está sendo desenvolvido pelo Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente da USP. Trata-se da técnica do Lidar (sigla para o termo em inglês Light Detection And Ranging) que é similar à do radar. O radar baseia-se na emissão de ondas de rádio e detecção das ondas que retornam de um objeto. Dependendo do comprimento e da intensidade das ondas refletidas e recebidas por um sensor , pode-se calcular a distância de um objeto, seu tamanho, velocidade, entre outras variáveis.

No Lidar, é feito um processo semelhante, mas com a emissão de pulsos de luz por um laser. Até então, essa técnica, criada há décadas, só era usada para mapear o ar da atmosfera, incluindo o monitoramento das mudanças climáticas, analisando a concentração de compostos gasosos e partículas.

O projeto do Cepema inaugura um novo uso para o Lidar - o sensoriamento remoto a laser - que pode tornar mais fácil e barato o monitoramento das emissões em processos industriais.

Hoje, as indústrias usam sensores caros e específicos para medir a composição dos gases liberados pelas chaminés. Como, muitas vezes, os gases são quentes e as chaminés são altas e de difícil acesso, a instalação e manutenção desses medidores é complicada e onerosa.

Com o Lidar não é necessário subir até o topo da chaminé nem fazer a calibração do equipamento, uma vez que ele é instalado em locais de fácil acesso e direcionado ao ponto almejado, o que possibilita o monitoramento a distância.

Monitoramento de gases

A pesquisa do Cepema desenvolve métodos de análises específicos e confiáveis para monitorar gases como CO (monóxido de carbono), hidrocarbonetos, SO2 (dióxido de enxofre) e NOx (óxidos de nitrogênio), além de partículas poluentes. A técnica poderá ser usada tanto pelos órgãos fiscalizadores quanto pelas próprias indústrias.

A indústria pode usar como instrumento de controle de processo, pois todo processo industrial possui parâmetros técnicos que permitem prever a taxa de emissão de poluentes. Por isso, os engenheiros especializados sabem a quantidade regular de componentes emitidos em cada etapa de produção.

Com o uso do Lidar, será possível detectar e corrigir falhas operacionais antes que isso cause prejuízos ambientais e financeiros. Os pesquisadores pretendem quantificar o que sai das chaminés para que, daqui a algum tempo, o controle de qualidade do ar e da produção sejam mais ágeis. Isso deverá causar menos gastos para a indústria e menos poluição à atmosfera.

O LIDAR funciona com uma fonte de laser que emite um raio de luz pulsado, dirigido para o ambiente que se deseja estudar. O feixe de luz refletido tem características diferentes para cada tipo de partícula ou molécula.

A partir da detecção e da análise desse feixe refletido é possível identificar os compostos e calcular sua concentração. (Fonte Agencia USP).

Felizmente a tecnologia mais uma vez vem contribuir para a melhoria do meio ambiente e na redução dos custos de controle por parte das indústrias.

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Gestão de Saúde e segurança ocupacional - suas vantagens.Qualquer empresa independentemente do tamanho possui um sistema de gestão. Gerir uma empresa significa determinar um modelo de trabalho, capaz de planejar, alocar recursos, ações, iniciativas, princípios, valores e estratégias, procurando viabilizar o alcance dos objetivos propostos pela empresa.

Com a evolução da administração, surgiram vários modelos de gestão influenciados por diversas escolas e culturas.

Por exigências de mercado, surgiram os sistemas de gestão da qualidade, ambiental, responsabilidade social e de saúde e segurança ocupacional.

Qualquer sistema de gestão que a empresa venha a adotar deve estar integrado à gestão existente e não ter uma administração paralela como é muito comum em empresas certificadas pela ISO 9000, 14000 e outras. Costuma-se chamar de “a pessoa da qualidade” ou a “pessoa do meio ambiente” como se somente uma pessoa fosse responsável pela gestão.

Situação semelhante ocorre com a gestão da saúde e segurança ocupacional, muitas vezes confundida com o atendimento as exigências legais. Não basta realizar o ASO, o PPRA, o PCMSO, atender as NR´s pertinentes à atividade para termos um sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional.

Um sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional contribui para a proteção contra os riscos presentes no ambiente de trabalho, prevenindo e reduzindo acidentes e doenças e diminuindo consideravelmente os custos.

A norma para Avaliação da Segurança e Saúde no Trabalho  é a  OHSAS (Occupational Health and Safety Assessment) 18001, que fornece requisitos para a implantação de um Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, permitindo uma organização controlar seus riscos, acidentes e doenças ocupacionais e melhorar seu desempenho.

Inicia com a definição da Política de SSO e seus objetivos, em seguida com o planejamento para a identificação de perigos e análise de controle de riscos, implantando um controle operacional aplicada às atividades de risco, monitorando o sistema e tomando as ações corretivas e preventivas, entre outras.

Além de diminuir os custos e prejuízos, torna a empresa mais competitiva auxiliando na sensibilização de todos para o desenvolvimento de uma consciência coletiva de respeito à integridade física dos trabalhadores e melhoria continua dos ambientes de trabalho.

O foco da gestão empresarial é moldado em custos e retorno sobre os investimentos, o que leva os empresários a trabalharem pela redução das doenças e acidentes de trabalho com este objetivo. Como consequência, persegue-se a diminuição do número de incidentes. Sabemos que, quando se trata de reduzir custos, todos acordam e começam a fazer alguma coisa.

Ainda é grande o número de empresas são fortemente atingidas pelas conseqüências dos

acidentes e doenças, apesar de nem sempre os seus dirigentes perceberem este fato. A razão principal para que a segurança e saúde do trabalho deve se constituir numa prioridade para o empresário é o forte impacto que essa área possui sobre a produção das empresas e sobre a qualidade de vida dos trabalhadores.

 

Para efetivamente reduzir os inaceitáveis índices de acidentes e doenças do trabalho no País, é preciso agir com competência técnica e de maneira regular em cada ambiente laboral onde existam perigos, sejam eles provocados por agentes físicos, químicos, biológicos, mecânicos ou situações ergonômicas.

Portanto, podemos relacionar entre outras vantagens os  impactos positivos de Gestão em SSO:

- redução dos riscos, no número de acidentes, nos incidentes, em doenças ocupacionais

- redução de perdas na produção

- baixa do absenteísmo, aumento da produtividade, aumento da satisfação no trabalho.

No final todos saem ganhando, empresas, funcionários, sociedade e governo. Então, vamos investir em um  sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional?

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http://10.19.4.159:8080/blogs/posts/gestaoproducao?c=130727/06/2010
As vantagens de possuir o Selo VerdeCom os consumidores cada vez mais conscientes sobre as questões ecológicas, os atributos ambientais tornaram-se um dos diferenciadores na escolha de produtos. Para atender esta necessidade, proliferam, cada vez mais, os rótulos ambientais (selos verdes), pois estes são o elo de comunicação entre o fabricante e o consumidor.

 

Os rótulos ambientais são selos que visam dar informações ao consumidor a respeito do produto. A rotulagem ambiental caracteriza-se por um processo de seleção de matérias-primas produzidas de acordo com especificações ambientais. O selo verde identifica os produtos que causam menos impacto ao meio ambiente em relação aos seus similares.

 

Alguns selos verdes partem do próprio fabricante que procura demonstrar os aspectos ambientais positivos do produto, visando a conquista dos consumidores. Estas informações nem sempre são verdadeiras.

 

Outros selos são concedidos por organismos certificadores que fiscalizam e comprovam as informações.É a denominação mais comum para a marca do Forset Stewardship Council, o FSC. Esse selo pode ser reconhecido internacionalmente pelos consumidores de madeira e produtores derivados, como móveis e estruturas para a construção civil. Desta forma o comprador pode ter certeza que adquiriu um produto que não agride as florestas tropicais.

O Selo Verde surgiu a partir da crescente preocupação ambiental dos consumidores, principalmente do mercado europeu. Foi quando governos e organizações não governamentais (ONGs) de vários países formularam um conjunto de normas para regular o comércio de produtos provenientes das florestas tropicais através de acordos internacionais. Ficou definido que as madeireiras que possuem o selo verde deveriam comercializar apenas produtos retirados das florestas de forma ambientalmente correta e enquadrados em um plano de manejo certificado por organismos internacionalmente reconhecidos, como o FSC.

Criado inicialmente para o setor madeireiro e conseqüentemente o moveleiro, muitos outros setores estão criando seu próprio selo. Entre eles estão os fabricantes da linha branca, que possuem normas próprias. A norma vale para refrigeradores, condicionadores de ar, freezers, fogões e fornos a gás. A iniciativa dos fabricantes de produzir aparelhos ecologicamente corretos também atende à demanda dos consumidores.

De acordo com uma pesquisa do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, quatro em cada dez brasileiros estão dispostos a pagar mais por um produto com selo verde.

 

Outro selo verde foi lançado pelo IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), que o concede as empresas do setor, incluindo as reparadoras de veículos, que atendam aos requisitos exigidos, destacando-se a economia de energia e tratamento de resíduos.

 

Quando o consumidor opta por produtos certificados, ele demonstra sua preocupação com o meio ambiente e com a qualidade de vida dos trabalhadores e comunidades, mas quando opta por produtos sem certificação, ele se torna conivente com as irregularidades e descaso dos produtores com relação ao meio ambiente e sociedade em geral. 

 

Cada vez mais exigidas das empresas e das administrações públicas na hora de fechar contratos ou parcerias, as certificações ambientais ainda são difíceis de ser reconhecidas pelos consumidores brasileiros. Os poucos produtos disponíveis no mercado com o chamado selo verde não trazem informações sobre sua origem com clareza.

 

O selo verde pode se constituir numa das garantias de permanência de mercado. Com o crescente movimento ambiental propagando a importância de produtos ecologicamente corretos, a tendência é que o consumidor mude seus padrões de consumo e a variável ambiental seja decisiva no momento da compra.

 

A rotulagem ambiental atinge toda a cadeia produtiva, assim, todas as organizações envolvidas no processo devem demonstrar, através da rotulagem, a respeitabilidade ao meio ambiente. Desta forma, a rotulagem não se restringe às grandes organizações. As micro e pequenas empresas também fazem parte do processo, geralmente são fornecedoras de matéria-prima para empresas maiores. Assim a rotulagem abrange todo o ciclo de vida do produto e em cada fase o respeito ao meio ambiente é uma exigência.

 

Pode-se observar que a maior procura de certificações em organismos reconhecidos internacionalmente, viabiliza a superação de parte das barreiras não tarifárias no comércio internacional de produtos nacionais. Pode-se dizer que quando um maior número de empresas busca a certificação, esta certificação passa a se constituir não somente em diferencial, mas uma condição de se estar no mercado.

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http://10.19.4.159:8080/blogs/posts/gestaoproducao?c=125204/06/2010