Feb 1, 2012 A preocupação com o sucesso (ou o fracasso) está na cabeça de todos os futuros empreendedores. A principal dúvida é: será que eu vou ter sucesso com esse negócio? Muitos estudos já foram empreendidos para buscar as causas de sucesso e de fracasso dos novos empreendimentos. O próprio SEBRAE já estudou esse assunto e chegou a conclusões relevantes, tais como: a falta de planejamento pode levar ao fracasso; a falta de competência empreendedora do dono pode ser fatal e as condições de mercado, também, interferem na sustentabilidade do negócio. Outro ponto crucial, que, inclusive, já tratamos aqui no blog, é a divergência entre os sócios. Tudo isso, sem dúvida, são questões a serem observadas e tratadas preventivamente. Mas, será que é só isso? Essa é a pergunta que tem conduzido minhas reflexões sobre esse assunto nos últimos tempos. Tenho notado que, por mais que o empreendedor planeje o seu futuro negócio, pense em cada detalhe, pesquise todos os fatores que podem interferir no negócio, coloque tudo no papel, mesmo assim, na hora que a empresa sai do papel e vai para a “rua”, muitas coisas acabam acontecendo de forma diferente. É nesse ponto que são necessárias outras características essenciais para os empreendedores. Cito algumas: capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das dificuldades presentes no ambiente; criatividade na resolução de problemas; rapidez na tomada de decisão; autocontrole das emoções; desapego; e flexibilidade. Tudo isso poderia ser sintetizado numa só característica: RESILIÊNCIA. Na Física, esse conceito trata da capacidade de uma substância retornar à sua forma original quando a pressão é removida: flexibilidade. Na Psicologia, o termo é utilizado para designar a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir às pressões de situações adversas. Diferentemente dos materiais, as pessoas, ao enfrentarem uma pressão, um desafio ou uma dificuldade, dificilmente voltarão ao estado anterior, elas saem mais fortalecidas, mais preparadas para serem empreendedores de sucesso. Um exemplo que pode nos ajudar a compreender melhor a resiliência do empreendedor na prática, é o caso de um amigo meu, que abriu um restaurante do tipo buffet por quilo. Ele iniciou o empreendimento há menos de dois meses, com a orientação do SEBRAE. O planejamento incluía o serviço de buffet por quilo de segunda a sexta, e, aos sábados, o cardápio seria a tradicional feijoada, mas servida à la carte. Passado um mês, ele notou que o modelo de serviço dos sábados não estava atraindo clientes, e sim afastando. Rapidamente, ele mudou o tipo de serviço, passando a servir a mesma feijoada em buffet, como fazia durante a semana. Perguntei a ele por que fez tal mudança e tão rápido. Ele me disse que percebeu que os clientes que começavam a frequentar o restaurante eram famílias com filhos e, muitas vezes, com os costumeiros agregados familiares: pais, sobros, irmãos, sobrinhos, amigos dos filhos. Essa família estendida tornava o almoço do sábado mais dispendioso se cada um tivesse que escolher o seu prato no menu à la carte. No buffet, ao contrário, cada um poderia escolher o que e na quantidade que quisesse, por um custo total mais atraente e viável para o “paitrocinador”. Isso me faz constatar, mais uma vez, que a estratégia idealizada no planejamento, por melhor que ela seja, nem sempre dará certo. E os vitoriosos são os que rapidamente percebem o “furo” e conseguem mudar e rápido. Jan 11, 2012 Para a maioria das pessoas, férias é o momento mais desejado do ano. Muitos levam a vida do “jeito que dá”, sem grandes perspectivas e realizações, só esperando os 30 dias de diversão e alegria de fazer o que gostam. Férias é o momento de mudar a rotina. É o período de se envolver com aquelas tarefas que deixamos pendente o ano todo: arrumar o armário, jogar fora as coisas velhas, fazer o check-up, visitar amigos e parentes. E, para muitos, é hora, também, de pensar em novos projetos pessoais e profissionais. É nesse período que a nossa mente fica fértil de decisões e quando florescem mil novas ideias. Quantas vezes neste período decidimos mudar hábitos, mudar relacionamentos, começar atividade física, mudar a alimentação, trabalhar menos ou mais, estudar idiomas, economizar para fazer aquela viagem dos sonhos ou perseguir um objetivo significativo? O quanto dessas decisões é levado adiante é outra história. O legal seria fazer um balanço ao final do ano para poder analisar o quanto as conquistas se aproximaram dos desejos do ano que passou. São raras as pessoas que têm a coragem, sim, a coragem, de fazer essa contabilidade. É preciso coragem porque é o momento de tomar contato com a nossa capacidade de realização. É... pensar e falar é muito diferente de agir, não é mesmo?  | O meu convite é para que você sonhe e persista na realização desse sonho. E falando em sonhos, pense comigo: sonhar pequeno ou sonhar grande não dá o mesmo trabalho? E, aí, eu me pergunto: Por que não sonhamos grande? Outro dia, Amalia Sina, empresária do setor de cosméticos, me disse o seguinte: “Por que eu não posso ser a próxima Natura?” Essa empresária sabe, muito bem, como sonhar grande. Com 23 anos, ela afirmou que antes dos 30 queria ser gerente, antes dos 40, diretora e antes dos 50, presidente de multinacional. Para uma menina recém saída da universidade, isso era um sonho gigantesco e para alguns uma loucura inalcançável. Mas sabem o que aconteceu? Bem antes dos 50 anos, Amália já tinha sido presidente da Philips Morris e da Walita. |
Isso é sonhar grande. Mas, só sonhar não leva ninguém a lugar nenhum. É preciso preparar-se para alcançar o sonho, seja investindo em conhecimento, informações, recursos, ou seja, em redes de contatos com pessoas que podem te ajudar. E não desistir, por mais que, em algumas vezes, seja necessário fazer uma voltinha, um desvio de rota, para logo depois voltar ao foco principal. Como disse o escritor George Bernard Shaw “Alguns homens veem as coisas como elas são e dizem: Por quê?. Eu sonho com as coisas que nunca foram feitas e digo: “Por que não?.” Meu desejo para você, que tem me acompanhado neste blog, é que este ano seja um ano de muitos sonhos realizados. Dec 21, 2011 É impressionante como algumas pessoas têm a capacidade de inovar a partir de ideias óbvias e simples. Howard Schultz é um desses gênios do mundo empreendedor. Ele viu que uma pequena loja de venda de café torrado e moído na hora, dentro de um mercado público em Seattle, nos Estados Unidos, poderia transformar o hábito americano de tomar café, de ordinário em extraordinário. Ele não só alcançou esse intento, como construiu a maior cadeia de lojas de venda de cafezinho do mundo. São 17 mil lojas, em 54 países.  | A primeira loja da Starbucks foi aberta em 1971 por três sócios - os professores Jerry Baldwin e Zev Siegel, e o escritor Gordon Bowker, dentro do Pike Place Market, e vendia grãos de café de alta qualidade e equipamentos |
Depois de dez anos de existência desse pequeno negócio é que Howard Schultz junta-se à Starbucks. Inspirado nos famosos bares de café expresso de Milão, na Itália, e impressionado com a popularidade e a cultura dos bares italianos, ele enxerga o mesmo potencial para a Starbucks, em Seattle. O segredo desse empreendedor, em minha opinião, foi a clareza de sua visão de futuro, a ousadia de sonhar grande e a capacidade de mobilizar e organizar os recursos adequados e suficientes para transformar um micronegócio num gigante, que, em 1992, lançou suas ações, tornando-se a grande ‘estrela’ da Bolsa de Valores de Nova York, neste ano. Schultz conseguiu, não só mobilizar, mas organizar e padronizar uma estrutura operacional de funcionamento que, rapidamente, possibilitou a expansão da sua rede de lojas. Em qualquer loja em torno do planeta, o cliente terá o mesmo tipo de atendimento e de produtos. Isso foi alcançado, em boa parte, porque os funcionários das lojas ou partners, como são chamados pela empresa, com seus aventais pretos identificados como "Coffee Master", completaram o curso Coffee Master e alcançaram uma alta pontuação durante sua certificação, treinados não apenas no preparo e degustação como também no cultivo, torra e compra de café.  | Um dos segredos do sucesso da Starbucks deve-se, também, ao ambiente acolhedor criado nas suas lojas. São salas muito bonitas e aconchegantes, onde os clientes podem acessar internet, sentar confortavelmente num sofá, ler jornal, ouvir música e conversar com os amigos. Pode parecer até irônico, porque, pelo menos nos Estados Unidos, observa-se mais gente concentrada na internet, isolada ou lendo, do que conversando. |
Outro ponto super importante no progresso meteórico da Starbucks foi a liderança do empreendedor para articular parcerias estratégicas, tanto com fornecedores quanto com os pontos de venda. Hoje, a empresa tem fornecedores exclusivos em vários países, para garantir a seleção dos melhores grãos de café. Além disso, uma boa quantidade de lojas de café está instalada dentro de livrarias, hotéis e outros negócios, em forma de parceria. O caso da Starbucks sugere alguns requisitos para os empreendedores, tais como: · ter percepção de mercado; · pensar grande e desenhar o futuro do negócio; · capacidade de mobilizar recursos; · habilidade para articular parcerias externas; · organizar o modelo de negócios para estabelecer os diferenciais de mercado; · ser ousado e encarar o desconhecido com coragem. Feliz Natal!! Nov 9, 2011 Salgada ou doce? Quem já não ouviu essa pergunta do pipoqueiro, seja no cinema ou no carrinho de pipocas do parque. Mas não na Kokuruza, uma loja especializada em pipocas, em Seattle, nos Estados Unidos. O nome da loja, também, é bastante curioso. Foi inspirado na palavra em polonês para pipoca prażona kukurydza. Confesso que eu nunca tinha pensado que seria possível inovar fazendo pipoca. Sim, pipoca, popcorn, dessa que compramos quando vamos ao cinema. A loja é um encanto. São mais de 30 sabores, doces, salgadas, temperadas, enfim tem sabor para todo gosto. Você já pensou em dar pipocas de presente? Pois é, pode parecer meio estranho, mas com pipocas que mais parecem trufas e dentro de uma lata maravilhosa, certamente, não fariam feio para ninguém. Criatividade e inovação são duas palavras que deveriam fazer parte do dia a dia de todo empreendedor. Sem elas, não tem ideias, melhorias e muito menos perenidade da empresa em longo prazo. Quando a empresa inicia, a criatividade e a inovação estão presentes o tempo todo, pois o empreendedor está interessado em encontrar uma forma de se diferenciar e de conquistar os clientes da concorrência. Porém, quando a empresa descobre a fórmula de ganhar dinheiro, ela passa a se dedicar a obter ganhos de eficiência com aquilo que vem dando certo, ou seja, fazer mais e melhor aquilo que ela já aprendeu e que o cliente aceitou. E aí, adeus inovação. É nesse ponto que a criatividade e a inovação são deixadas de lado. Voltam a ser lembradas quando algo não vai bem com a “fórmula de sucesso”, quando entra um novo concorrente, quando o cliente mudou de hábitos e o empreendedor nem percebeu, quando o fluxo de caixa começa a ficar negativo ou quando os problemas se multiplicam, seja de ordem administrativa/operacional ou de mercado. Onde buscar inspiração para inovar? Essa pode ser a pergunta que você esteja se fazendo, nesse momento. São várias as fontes de criatividade, mas nenhuma delas prescinde de pessoas. São elas que têm ideias, opiniões, sugestões, reclamações e soluções. Isso pode parecer óbvio demais, não é mesmo? Mas é isso mesmo! A criatividade surge do óbvio, do acaso e da busca contínua e persistente por formas diferentes de fazer as coisas. Como disse o filósofo Aristóteles: “Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, é um hábito, e não um incidente”. Um requisito para criatividade e inovação é o ambiente. O ambiente da empresa deve favorecer a flexibilidade, a liberdade, a divergência, o bom humor, a brincadeira (aliás, você já observou como as crianças são criativas?) e, principalmente, a tolerância ao erro. Se o erro é penalizado, certamente, ideias criativas não serão colocadas em prática, pois toda inovação tem a chance de fracassar. Viagens como essa que fizemos para os Estados Unidos têm o objetivo de ampliar a visão do empreendedor, colocando-o em contato com experiências empresariais diferentes para que ele volte a se inspirar e inovar no seu negócio. E, se você ainda tem dúvida sobre a necessidade de inovar, deixo aqui um pequeno trecho de um poema de Fernando Pessoa. “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares É o tempo de travessia E se não ousarmos fazê-la Teremos ficado para sempre À margem de nós mesmos.” Oct 20, 2011 Peter Drucker, considerado o pai da administração, disse em um de seus livros que “empreendedorismo não é ciência, nem arte, é uma prática”. Como aprender uma prática desconhecida se não for experimentando, agindo, acertando e errando? Em nossa recente missão técnica para os Estados Unidos, descobrimos que lá, os novos empreendedores podem aprender com os empreendedores mais experientes. São empresários que já vivenciaram sucessos e fracassos, e que doam parte do seu tempo para ajudar e orientar outros a percorrer o caminho do empreendedorismo. Conhecemos, sobretudo, a SCORE, que atua com um slogan muito estimulador “Live your Dream SCORE Can Help”, ou seja, vá em frente com seu sonho a SCORE ajuda você. As orientações e seminários oferecidos por essa instituição aos novos empreendedores são desenvolvidos por donos de empresas e executivos aposentados ou não, que acumularam durante a vida muita experiência e conhecimento em várias áreas e, voluntariamente, dedicam parte de suas horas diárias para apoiar e orientar no sucesso de novos negócios. Se observarmos o dia a dia de uma organização, vemos que os problemas e desafios se repetem: falta de dinheiro, falta de clientes, funcionários descomprometidos, produtos com defeito, atraso na entrega de fornecedores, clientes inadimplentes, problemas com sócios entre tantos outros. Dar conta desses desafios não é tarefa fácil para o novo empreendedor. Agora, imagine se uma pessoa que já descobriu o caminho pudesse contar o que fez, como fez, e não cobrasse nada por isso? Não seria fantástico? Perguntamos aos executivos da SCORE como eles faziam para conseguir milhares de voluntários no país inteiro para essa atividade, imaginando que eles tivessem que fazer campanhas de sensibilização para mobilizar os mais experientes, num esforço caro e demorado. Mas não foi nada disso que ouvimos. Pelo contrário, não há nenhum investimento para conquistar os voluntários. Como assim? Perguntamos, na nossa visão brasileira de ver o mundo. E, aqui, começamos a perceber como a cultura de um país muda tudo, inclusive o mundo dos negócios. Nos Estados Unidos, existe uma forte cultura de voluntariado, em todas as áreas. As pessoas gostam e querem ser voluntárias. São elas que procuram a SCORE para candidatar-se a essa atividade. No Brasil, temos experimentado, ainda que de forma lenta, a apresentação de casos de sucesso, histórias de empreendedores que obtiveram sucesso em seus negócios. É sempre muito inspirador ouvir quem fez e como foram superadas as dificuldades encontradas no caminho. Mas pensamos que poderíamos fazer mais. Quem sabe organizar sessões de “contação” de histórias, bem e mal-sucedidas. Penso que, com isso, o caminho para o sucesso seria encurtado. Sep 22, 2011 Ideias inovadoras e lucrativas, é claro.
O difícl, no Brasil, é encontrar os investidores. O mesmo não ocorre nos Estados Unidos. Lá, existem os Angels Investors. São pessoas que têm muito dinheiro e a sua opção de investimento são as startups, ou seja, as empresas iniciantes. Os Angels Investors se tornam sócios das novas empresas e, em geral, não têm interesse de participar da gestão do negócio, mas sim, dos seus lucros. Eles aportam recursos financeiros com a expectativa de obter um retorno de três vezes o capital investido em poucos anos. Portanto, o que eles querem são novas empresas com projetos inovadores e promissores e com perspectiva de crescimento rápido. Seu projeto atende esses requisitos? Se a resposta for afirmativa, você pode buscar os seus sócios investidores nos Estados Unidos. Por que não? No Global Leadership Program, que fizemos recentemente nos Estado Unidos, tivemos a oportunidade de vivenciar com exclusividade um painel de Angels Investor, vinculados ao KEIRETSU FORUM, interessados em projetos brasileiros para investir. Foi uma das atividades mais emocionantes do programa, sem dúvida nenhuma. Durante essa atividade, algumas das empresas brasileiras participantes do programa apresentaram seus projetos para esses investidores. Foram cerca de quatro horas de debate, entre apresentação e perguntas. Foi muito interessante observar as perguntas que os investidores faziam, o que eles buscavam saber. Não há dúvida de que eles têm total interesse em investir o seu capital em startups, mas, é certo, também, que não colocam o dinheiro em “galinha morta”, como dizemos por aqui. Eles querem projetos inovadores, com potencial de rentabilidade acima da média. Conversei com uma das investidoras, cujos investimentos estão, atualmente, em sete empresas norte-americanas. Em uma das empresas, o resultado está sendo muito acima da expectativa inicial. Perguntei a ela como ela escolhe as empresas para investir. Em primeiro lugar, disse ela, busco empresas que oferecem uma taxa de retorno compatível com os meus objetivos, em segundo lugar, preciso ter confiança e afinidade com o empreendedor, isso é fundamental. Agora, se a empresa for mal, tiver prejuízo ou até “quebrar”, o investidor perde junto porque ele passa a ser um sócio da empresa, assumindo todo risco do negócio junto com o empreendedor. Esse é mais um aspecto que nos diferencia dos norte-americanos. Isso é cultura empresarial, cada país tem a sua. A nossa, apesar de todas as oportunidades que o Brasil em crescimento oferece, ainda tem muitos obstáculos para os novos empreendedores. Um deles é a dificuldade de obtenção de crédito. Sep 13, 2011 
Recentemente, estivemos na cidade de Seattle, nos Estados Unidos, na coordenação do Global Leadership Program. Os dez dias de “mergulho” na cultura norte-americana de negócios foram uma bela experiência para os 25 empreendedores brasileiros que estiveram conosco. A cidade de Seattle fica na costa-oeste dos Estados Unidos, no Estado de Washington, pertinho do Canadá. Nessa cidade nasceram empresas conhecidas no mundo todo, tais como Microsoft, Boeing, Amazon, Starbucks, Nordstrom, Costco. Em Seatlle, 20% da população têm grau avançado de educação, são pós-graduados nas áreas biomédicas, engenharia aeroespacial, informática, engenharia, entre outras.
Só na área biomédica, a cidade tem cinco prêmios Nobel. Imagine só, o Brasil não tem nenhum, em nenhuma área. A Boeing, a gigante mundial da indústria aeroespacial, emprega 80 mil pessoas. Conhecemos a linha de produção do 787 Dreamliner, avião que está indo ao “ar” nos próximos dias. Em torno da Boeing, funcionam 650 empresas, pequenas, médias e grandes que prestam serviços ou fornecem insumos e matérias-primas. O mais interessante é o capital intelectual gerado a partir de uma empresa de alta tecnologia como a Boeing. É o conhecimento que se expande para a cidade e região como um todo, propiciando um ambiente de excelência para a geração de novos negócios, empregos e desenvolvimento. Conhecemos pessoalmente o empreendedor Sam Greene da Little Rae´s Bakery, confeitaria com dez funcionários de tempo integral, que fornece seus cookies e muffins para a Boeing. No dia em que os visitávamos, terminavam um pedido de 15 mil bolinhos para Boeing.

Seattle é também um centro de excelência em Tecnologia da Informação e Comunicação (ICT, em inglês). Além da Microsoft, que tem o seu headquarter na cidade, estão instaladas na região a Real Networks, Amazon, Yahoo, HP Intel, Oracle, Nokia. No setor de energia limpa, são quatro laboratórios de pesquisa. Isso mostra o interesse dos norte-americanos na substituição das fontes de energia, buscando alternativas de energia renovável e não poluidora. A Ciência da Vida (biomédica) é outro setor de forte desenvolvimento na cidade. São 175 indústrias de biofarma e mais 205 de fabricação de equipamentos médicos. São quase 30 mil profissionais altamente qualificados trabalhando na área. Ficamos impressionados com o porto de Seattle. É gigante, é um dos maiores dos Estados Unidos, se não for o maior. Mas, o mais incrível é que a cidade não tem cara de “cidade portuária”, do modo como as conhecemos no Brasil. O porto chega a ser um ponto turístico, com restaurantes badalados, e uma vista maravilhosa para as ilhas e montanhas que circundam a cidade. Enfim, a cidade é maravilhosa, não só pela beleza da paisagem, que tem montanhas, mar e um verde que permanece o ano todo, mas também pelo seu desenvolvimento socioeconômico, que é fundamentado basicamente em capital intelectual, no conhecimento das pessoas. Nos próximos posts, falarei mais das experiências desses dez dias nos Estados Unidos, especialmente das visitas que fizemos às famosas Microsoft, Amazon, Boeing, Zumobi, Starbucks, SBA, entre outras. Aug 4, 2011 Hoje, eu tomo a liberdade de inserir um teste desenvolvido pelo professor Daniel Isenberg, da Harvard e do Babson College. Esse teste foi publicado no blog da HBR, onde você pode ter acesso a ele, na versão original. Basta acessar o blog. O texto abaixo é uma tradução livre que fiz, incluindo interpretações e modificações que tornassem o conteúdo mais apropriado para nossa realidade. Segundo o autor, atualmente, muitas pessoas estão se tornando empreendedoras. Muitas delas vemos todos os dias nas capas dos jornais e na WEB. Até o presidente Obama está falando sobre empreendedorismo e, aqui no Brasil, é comum ouvirmos governantes também incluírem esse assunto em seus discursos. Então, você também gostaria de ser um empreendedor? Você gostaria de se juntar a milhões de pessoas que conseguem dar o salto e começar a sua própria empresa? Segundo o professor Daniel Isenberg, existem características pessoais que indicam o potencial empreendedor da pessoa. O que impulsiona as pessoas a criarem seus próprios negócios é um forte motivo interno. Com o objetivo de ajudar as pessoas a refletirem sobre o seu potencial empreendedor e os seus motivos internos, o professor desenvolveu um breve teste. São 20 questões, que você deve responder, simplesmente, sim ou não. Seja honesto com você mesmo! E lembre-se que a pior mentira é aquela que você conta sobre e para você mesmo. 1) Eu não gosto que pessoas menos capacitadas do que eu me digam o que devo fazer. 2) Eu gosto de me desafiar. 3) Eu gosto de vencer. 4) Eu gosto de ser meu próprio patrão. 5) Eu sempre procuro novas e melhores formas de fazer as coisas. 6) Eu gosto de questionar as normas e as maneiras convencionais de fazer as coisas. 7) Eu gosto de me apoiar ou buscar pessoas para conseguir atingir meus resultados ou objetivos. 8) As pessoas se entusiasmam com minhas ideias. 9) Eu raramente me sinto satisfeito ou acomodado. 10) Eu não consigo ficar parado. 11) Eu usualmente consigo me virar para encontrar saídas para as situações difíceis. 12) Eu prefiro falhar nas minhas próprias iniciativas/negócios/projetos do que ser bem-sucedido trabalhando nas iniciativas/negócios/projetos dos outros. 13) Qualquer que seja o problema/situação difícil, eu estou pronto para resolver. 14) Eu penso que “cachorro velho” pode aprender e até inventar novas brincadeiras (ou seja, qualquer um, independente da idade pode aprender novos conhecimentos e ter novas atitudes e comportamentos). 15) Pessoas da minha família têm seus próprios negócios. 16) Eu tenho amigos que tocam seus próprios negócios. 17) Quando adolescente eu trabalhava, mesmo estudando, em períodos alternativos ou nas férias. 18) Eu me sinto muito entusiasmado vendendo coisas. 19) Eu sou muito motivado para realizar coisas, alcançar resultados. 20) Eu poderia escrever um teste melhor do que este (e aqui está a sua chance...) Se você respondeu sim em 17 questões ou mais, está na hora de reavaliar o seu contra-cheque (se ainda tem um). Se a empresa que emitiu o contra-cheque não é sua, é hora de você fazer uma reflexão, respondendo a algumas perguntas: Você tem contas para pagar? Crianças na escola? Tem que pagar pensão? Não está a fim de trabalhar tanto? Se as respostas a essas questões forem afirmativas, talvez, seja melhor esperar um pouco mais para dar uma virada. Você tem um dinheiro reservado no banco e crédito? Seu marido ou esposa, parceiros, amigos, ou filhos torcem por você? Se as suas respostas foram afirmativas, comece a pensar sobre que tipo de empresa você gostaria de criar. Não importa a idade que você tenha. Pesquisas realizadas pela Kauffman Foudation mostram que mais e mais pessoas acima dos 50, nos Estados Unidos e aqui no Brasil, também, iniciam seus próprios negócios. Converse com pessoas que já deram esse salto, aprenda como planejar, fazer e entregar os produtos e serviços. Pense sobre que negócio você pode iniciar ou adquirir, fale com pessoas que poderiam ser suas sócias ou trabalhar com você, e converse, também, com os seus futuros clientes. O professor Daniel Isenberg propõe ainda algumas análises adicionais. Vejam só. “Eu gosto de assumir riscos” não está na lista. Pessoas não escolhem ser empreendedoras pela opção de ser um corredor de riscos. O que eles fazem é reavaliar o salário x ser empreendedor como duas formas diferentes de risco. Listar as coisas que você não gosta sobre manter um emprego fixo, tais como: o risco do tédio, trabalhar com um chefe ruim, a falta de autonomia, a falta de controle sobre o próprio destino, e a possibilidade de ser demitido. Listar, também, as coisas que você teme sobre ser um empreendedor: possibilidade de fracassar, incerteza financeira, constrangimento ou vergonha de se dar mal, e perder o investimento. E, por fim, pessoas propensas a ser empreendedoras acreditam que suas próprias habilidades (liderança, organização de recursos, trabalho duro etc.) ou seus bens (dinheiro, propriedade intelectual, informações, acesso aos consumidores) vão lhe ajudar a mitigar os riscos inerentes à atividade empreendedora. Risco, em última análise, é uma questão pessoal: o que é risco para mim pode não ser para você. “Eu quero ficar rico” também não está na lista das 20 perguntas. Em geral, pessoas que iniciam seu próprio negócio não ganham mais dinheiro, embora algumas delas alcançam “a sorte grande”, enriquecem rapidamente e tonam-se empreendedores de sucesso. Mas os benefícios “psicológicos”, como os desafios, autonomia, reconhecimento, empolgação e criatividade fazem valer a pena. Jul 26, 2011 Não é de hoje que as fronteiras entre os países estão se tornando cada vez mais permeáveis, especialmente na área do conhecimento. É comum estudantes e profissionais buscarem as melhores escolas, não importa onde estejam. Há algum tempo atrás, assisti a uma aula numa importante universidade norte-americana, a Babson School of Business. Fiquei impressionada com a diversidade cultural dos alunos em sala de aula. Eram indianos, chineses, japoneses, europeus de vários países e poucos americanos. O programa de MBA daquela universidade foi eleito pelo 18º ano consecutivo o número 1 em empreendedorismo dos Estados Unidos. Recentemente, o diretor da Escola de Negócios da Harvard (mais famosa e melhor universidade de negócios do mundo) anunciou que virá ao Brasil. Qual o interesse de tão proeminente escola no nosso País? Certamente, será fazer negócios, para buscar os melhores alunos. Sim, eles querem os melhores alunos, porque sabem que são os melhores alunos que fazem a melhor escola. Mas não é só isso. O Brasil, também, oferece muitos casos de sucesso no mundo dos negócios, que são foco de estudo em Harvard. E, vejam só, a escola de negócios de Harvard também está interessada no empreendedorismo, ela está inaugurando (nos Estados Unidos, evidentemente) uma incubadora, que reunirá professores, pesquisadores e alunos para desenvolver empresas inovadoras. É a Harvard Innovation (HI). Até a Harvard, conhecida por promover análises de casos de grandes empresas, está se curvando à importância das pequenas empresas inovadoras. Mas, voltando ao tema inicial, penso que o “mundo” é uma boa escola para identificar oportunidades, obter informações e conhecimentos para se tornar um empreendedor de sucesso. Por isso, sempre que possível, viaje, conheça lugares, observe a dinâmica dos negócios onde você esteja. Estude e conviva com pessoas diferentes de você! Não importa que seja em outra cidade, estado ou país. Isso tudo expandirá a sua forma de ver o mundo e os seus horizontes se alargarão, e muito! Jul 12, 2011 Definitivamente, não. Mas, é um bom começo. Já vi empreendedores terem sucesso porque montaram bons planos de negócios, que serviram de guia para tomada de decisões sobre novos empreendimentos. Mas, também, outros, que tiveram sucesso sem nunca ter feito algum. É o caso dos empreendedores apresentados no livro Startup Brasil, de Pedro Mello. Dos 11 empresários brasileiros bem-sucedidos, nenhum deles, pelo menos, no início de suas atividades, formulou um plano de negócio no papel. Apesar de mais tarde, quando as empresas já estavam em operação, terem se curvado à necessidade de estruturem bons planos e estratégias para seus negócios. O que é um plano de negócios? De acordo com o SEBRAE, o Plano de Negócios “é uma metodologia de planejamento e ordenação de cada um de seus sonhos e ideias, visando torná-los realidade de uma maneira rentável”. Simplificando: no Plano de Negócios, o empreendedor poderá registrar, de forma organizada, todas as informações sobre o seu futuro negócio. Aí está a palavra-chave: informação. Sem informações consistentes, verdadeiras, precisas e suficientes não será possível elaborar um bom plano de negócios. Um plano de negócios deve conter as informações sobre o mercado que se pretende atuar, as intenções do empreendedor, seus sonhos e suas metas. Além disso, deve conter, também, as estratégias para iniciar o negócio: o que será feito para divulgar o produto, serviço ou a empresa; como funcionará a empresa, quanto dinheiro será necessário para “tocar” a empresa; quanto será possível lucrar com esse negócio; em quanto tempo o capital investido retornará para a conta do investidor (bolso do empreendedor). Onde obter todas as informações para responder a essas questões? Se você preferir, poderá obtê-las em sites na internet. Mas será que essa é a melhor maneira? Eu arrisco dizer que não. Quando meus alunos de Empreendedorismo lançam-se em “campo”, em busca de informações para estruturar um novo negócio, o resultado é surpreendente. Muitas novas informações são descobertas, dados que nem mesmo haviam sido elencados como importantes. E, tem mais, quando você vai pessoalmente conversar com as pessoas que detêm alguma informação importante, você acabará se envolvendo muito mais com o negócio e isso serve de preparação para tornar-se um empreendedor bem-sucedido. Portanto, meu caro leitor, são léguas e léguas de distância entre uma boa ideia e um bom plano de negócios. Só muito trabalho na busca de informações encurtará essa distância. Sucesso!
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